3 de abril de 2025
Desejo Sangrento, de Ana Paula Ost


Oi, pessoal! Samu por aqui, trazendo mais uma indicação de leitura!



Não sei por quê, mas, antes de eu começar a leitura de Desejo Sangrento da autora Ana Paula Ost, a capa desse livro me remetia a um romance meio Crepúsculo, meio 50 Tons de Cinza. Juro, acho que por conta do título também, a palavra "desejo" me fez pensar que haveriam umas cenas hot, vampiros sensualizando, muita malemolência e coisa e tal💃. Mas, felizmente (pra mim), não tem nada disso e a história é super eletrizante!


Vou te contar a ideia geral da trama só pra te dar aquele gostinho. Em Desejo Sangrento, nós acompanhamos a atuação da investigadora brabíssima Leona Carvalho e seu parceiro Eduardo da Silva na investigação de uma série de casos criminais estranhos. Sim, minhas amigas e amigos, temos uma história policial, e com uma protagonista incrível! Só pra você ter uma ideia, logo na primeira cena ela já é suspensa por uns dias do trabalho por ter molhado um meliante de soco.


Sendo assim, a história começa quando a Leona é indicada para resolver um caso de assassinato bastante peculiar. A vítima, uma jovem aparentemente normal, foi encontrada em uma situação horrorosa, como se seu assassino tivesse realizado um ritual satânico ou algo do tipo. Inclusive, algumas partes desse livro trazem cenas de violência bem gráficas, então fica aqui o alerta. Com isso, a investigação vai levar Leona a descobrir todo um submundo de criaturas sobrenaturais, como vampiros, bruxas, lobsomens.


A escrita da Ana Paula Ost é super fluída, você praticamente engole o livro. O ritmo da história é frenético com bastante mistério, ação e tem até umas partes bastante assustadoras, como por exemplo a famigerada cena do banheiro (Sério! Todo mundo que leu acabou comentando😆). Inclusive, o desfecho do livro me surpreendeu em alguns momentos, como quando nos é revelado o porquê do título ser Desejo Sangrento. Quando caiu a ficha e eu entendi o motivo do "desejo", tive aquela sensação de "Uaaaau! Agora tudo faz sentido!"


Além disso, outro ponto que me chamou muito a atenção é o seguinte: geralmente nesse tipo de história nós não estamos nem aí para os humanos e só esperamos a aparição das criaturas sobrenaturais, né? Mas no caso de Desejo Sangrento isso é diferente. A Leona e o Eduardo, bem como outros humanos, são personagens bastante cativantes e, pelo menos na minha experiência de leitura, eles acabaram sendo meus personagens favoritos. É difícil não gostar dos humanos nesse livro, e pra mim isso é um ponto muito positivo.


Então, se você é um fã de histórias naquele estilo André Vianco, que mesclam ação e terror na medida certa, esse livro é pra você!


1 de abril de 2025
AS PRIMEIRAS QUINZE VIDAS DE HARRY AUGUST

 


        A primeira vez que vi o livro As primeiras quinze vidas de Harry August foi em 2017; Samu e eu estávamos na Livraria Cultura e achei o título do romance criado por Claire North bem interessante e sugestivo. Muitos anos passaram até que finalmente tive oportunidade de fazer essa leitura e posso dizer seguramente que está é uma narrativa surpreendentemente original. 

        As primeiras quinze vidas de Harry August é narrado em primeira pessoa pelo próprio Harry que nos conta como é viver com sua peculiar condição: ao morrer ele sempre volta ao início de sua vida, no útero da mãe; ele nasce, cresce, envelhece, morre e retorna ao ponto inicial em um eterno ciclo sem fim. 

        Em suas primeiras vidas, ele sofre bastante, mas encontra o Clube Cronus, organização secreta de ouroboreanos (como eles se autodenominam) que se ajuda ao longo das eras, seja no passado, presente ou futuro. Eles sabem de tudo, porém decidiram não interferir no desenvolvimento humano e a grande maioria prefere vadiar e gastar dinheiro a rodo ao longo dos séculos. 

     Harry, pelo contrário, sente um vazio muito grande e tenta preenchê-lo com a ciência, religiões, filosofia, contudo, a única pessoa capaz de lhe dar um propósito na vida foi o também ouroboreano, Vincent Rankis. O jovem cientista decidiu que sua "espécie" deveria sim interferir no desenvolvimento da humanidade "linear", assim, ele cria uma máquina a qual batiza de "Espelho Quântico" e convida nosso protagonista para participar do projeto. Harry, decepcionado com a conduta dos membros do Clube Cronus, decide ajudá-lo.  No meio do caminho, porém, ele fica horrorizado com os verdadeiros objetivos de Vincent e fará de tudo para detê-lo, não importando quantas vidas precisará viver para isso. 

        Claire North conseguiu escrever uma história fascinante e bastante criativa em As quinze primeiras vidas de Harry August. Infelizmente, ela pesa um pouco a mão nas digressões e aventuras paralelas do protagonista, apesar disso, a leitura é muito divertida e, passados esses pontos um pouco desinteressantes, a trajetória de Harry e sua busca por Vincent e sua máquina é frenética. Com certeza, se você gosta de fantasia e por que não ficção científica esse é o livro para você. 

25 de março de 2025
BEASTARS

 ... e como "o lobo bom" parece ser mais uma obra inspirada em Crepúsculo...


        Conheci a premissa de Beastars através dessa análise do canal Quadrinhos da Sarjeta e achei a história bem interessante, mas sabe quando você sente que já leu ao assistiu algo parecido, e não lembra a referência? Pois bem, assisti ao anime, que está disponível na Netflix, e comentei com uma amiga, e ela me vem com o seguinte comentário: nossa, essa história lembra muito Crepúsculo, só que com animais falantes. E não é que parece mesmo? E eu vou explicar por quê.  

          Beastars  - o lobo bom, como ficou conhecido aqui no Brasil, é uma animação com três temporadas, finalizada esse ano. A série é adaptação do mangá de mesmo nome escrito e ilustrado pela autora Paru Itagaki e têm como protagonista um lobo cinzento, Legoshi, uma coelha anã branca, Haru, e um veado vermelho, Louis, todos cursando o ensino médio na mesma instituição. 



       O mais instigante em Beastars é essa reimaginação da nossa sociedade, agora com animais, ou seja, não existem humanos; e carnívoros e herbívoros coexistem, em tese, pacificamente. Só que, sabendo ser essa uma um espelho da nossa própria sociedade real, a gente já sabe que não é bem assim... Até por que o primeiro episódio da primeira temporada começa com um assassinato: um estudante carnívoro devorou um estudante herbívoro, sendo este último um grande amigo de Legoshi, o que deixará o lobo bom muito desolado e desacreditado de sua "classe". 

        As reviravoltas não param por ai e é nesse momento que o elemento Crepúculo de apresenta na narrativa, isso porque Legoshi vai sentir uma atração irresístivel pela coelha anã branca, Haru, contudo, ela, diferente de Bella Swan não é uma mosca morta, e sim uma verdadeira predadora sexual que não se deixa intimidar por ninguém, muito menos por um lobo cinzento com o triplo de seu tamanho. Haru é uma personagem complexa que tenta driblar uma condição de herbívoro fraco e diminuto sendo uma predadora onde ela consegue: na cama; isso causa a ela muito solidão, visto que as outras fêmeas têm muita raiva e despeito por ela, contudo, para Haru, é melhor estar sozinha do que cercada de pessoas que tenham tão somente pena dela. 



        Legoshi vai entrar em um dilema moral muito grande, pois ele não sabe se sente atração pela coelhinha porque ela é mesmo muito atraente, ou porque ele quer devorá-la, no sentido literal e carnívoro da palavra mesmo. No final da primeira temporada ele consegue ter uma delimitação maior de seus sentimentos, porém, sua estatura e força ainda o assustam muito e ele não se deixa ficar com a Haru por medo de machucá-la e esse medo se mostra totalmente plausível, quando, no começo da segunda temporada, descobrimos quem matou Tem ( o jovem herbívoro devorado no primeiro episódio) e vemos outras situações assustadoras envolvendo um casal formado por uma herbívora e um carnívoro. 

        Beastars é uma obra muito interessante, divertida com diversas reflexões políticas e sociais e  que reflete muito bem, de forma alegórica, o racismo estrutural da sociedade, a luta de classes, a desigualdade e a corrupção, mas juntamente a tudo isso traz também uma nova interpretação do dilema imaginado por Stephanie Meyer, em Crepúsculo, e o faz de uma maneira plausível, linda e super instigante, nossa, é perfeito. 

        Espero que você, fã de Beastars, não veja essa comparação como algo negativo, ela só é o que é. É tolice negar que Crepúsculo não influenciou a produção literária de 2008 para cá e é muito legal encontrar uma obra que o fez de maneira a não testar a nossa inteligência, usando pautas sociais de maneira responsável e nos dando um entretenimento de qualidade que não apenas cumpre a função estética da arte, mas também a catártica, ou seja, nos faz refletir, nos faz avaliar a sociedade ao nosso redor e vê-la com outros olhos. 



        Além do improvável casal, outra personagem de grande destaque na trama é Louis, a trajetória de vida dele, de pequeno cervo vítima de tráfico no mercado ilegal de carne, à filho adotivo de uma das famílias de herbívoros mais rica, poderosa e influente nessa sociedade é cheia de altos e baixos e reviravoltas; sendo bem sincera com vocês nunca teria imaginado o destino que Louis tem na segunda temporada, nunca mesmo. Ele é a pessoa mais lúcida e pé no chão dentre os protagonistas, até porque Louis não pensa apenas em seus dilemas pessoais tal como Legoshi e Haru, ele pensa no todo, no futuro dessa coexistência tênue e facilmente quebrável entre herbívoros e carnívoros e isso, meus querides, é incrível demais. 

        Só posso dizer que Beastars vai deixar saudade e já estou me preparando para adquirir os mangás e analisar a fonte da adaptação que tanto gostei e admirei. E você? Já assistiu Beastars? Gostou? Não gostou? Diz para gente nos comentários. 


20 de março de 2025
Nossos Medos, de Mari Adriano


Olá, pessoal! Mais uma vez, Samu invadindo o espaço da dona Andréa!


Quando eu decidi pôr esse livro na minha listinha de próximas leituras, influenciado pela capa fofinha que mistura cores meio girlie, eu imaginei que a história seria um romancezinho bem água com açúcar daqueles bobinhos. Bem, eu não poderia estar mais errado.

O livro Nossos Medos é a estreia da autora Mari Adriano - e que estreia! Como o próprio título já sugere, ele aborda um tema principal: medos! E isso se desdobra em temas variados muitíssimo importantes nos dias de hoje, tais como ansiedade social, saúde mental, responsabilidade com o meio ambiente, entre outros. Tudo posto de modo muito sensível e competente.

A história tem como protagonistas a Bianca e a Isadora, duas irmãs gêmeas idênticas. Elas passaram a infância e adolescência em Valeiros, uma cidade do interior de Santa Catarina (trata-se de uma cidade fictícia, portanto não perca tempo procurando no mapa😄). Contudo, agora que são adultas, as gêmeas vivem juntas em Curitiba, no Paraná. Sendo assim, essa mudança se deve a dois fatores: no caso da Bianca, ela trabalha na redação de uma revista, além de ser uma influencer de sucesso na internet; já no caso de Isadora, a garota está na faculdade, em vias de concluir o tão sonhado curso de engenharia.

É curioso ver a dinâmica existente entre as duas. Desde sempre a Bianca é uma menina super extrovertida, que faz amizade com todo mundo, gosta de ser o centro das atenções e de estar no controle das coisas. Por outro lado, a Isadora tem uma personalidade oposta, sendo retraída, caseira, daquele tipo de pessoa que prefere passar uma tarde lendo livros em um lugar tranquilo do que aproveitando uma noite na balada.

A fobia social da Isadora é tanta, que desde criança ela vive à sombra da irmã. Sendo assim, elas chegam ao ponto de trocarem de identidade uma com a outra em várias situações. Por exemplo, a Isadora morre de medo de fazer contato com pessoas desconhecidas, então toda vez que precisa passar por uma situação social acaba mandando a Bianca ir em seu lugar, passando-se por ela.

Contudo, a Isadora não é a única "problemática" entre as irmãs. Na medida em que a história vai avançando, nós vamos descobrindo que a Bianca também tem suas próprias questões emocionais, como é o caso dos animais: ela sofre de um medo mortal de qualquer tipo de animal, seja ele qual for. E a situação se agrava quando a revista para a qual Bianca trabalha decide enviá-la para fazer uma matéria em uma fazenda. Aí o caos se instala na vida das meninas e é confusão atrás de confusão!

A forma como a autora desenvolveu tudo isso me surpreendeu bastante. Temos uma narrativa que equilibra perfeitamente situações cômicas e inusitadas com momentos de reflexão profunda acerca dos temas. Nossos Medos é um livro leve, gostoso de ler. A cada capítulo a gente fica com mais vontade de saber o que vai acontecer com as gêmeas (que são personagens super carismáticas) e descobrir como cada uma vai lidar com seus próprios medos.

Gostei bastante dessa leitura! Achei interessante como nesse livro nada é posto apenas "pra encher linguiça". Até mesmo as cenas que, num primeiro momento, parecem estar ali só pra fins de alívio cômico, logo são aprofundadas de forma a causar uma reflexão em nós leitores. E pra mim esse é um dos pontos altos da narrativa. Sendo assim, se você ainda não leu, fica minha recomendação! Tenho certeza que Nossos Medos também vai te conquistar!


18 de março de 2025
ANNE DA ILHA




        Continuando as leituras da série Anne, de Lucy Maud Montgomery, seguimos com o terceiro volume, Anne da Ilha, sendo o mais instigante e arrebatador de todos até agora, pois, é aqui que a nossa ruivinha e sua turma se tornam definitivamente adultos. 

        Anne da Ilha começa nos mostrando o relacionamento amistoso entre a protagonista e Gilbert: enquanto o rapaz é completamente apaixonado por ela e têm a torcida de Avolea inteira a seu favor, Anne insiste em dizer que são apenas amigos, mas ela tem bastante ciúmes dele... 

     Nesse livro acompanhamos uma nova "curva no caminho" de nossa querida ruivinha, pois a mesma já estava resignada em permanecer lecionando em Avolea até receber uma carta relatando a morte de tia Josephine e uma surpresa: a boa amiga deixou-lhe uma herança que lhe permitirá ingressar na universidade! 

    Os preparativos para esse novo capítulo na vida de nossa sonhadora começam, as despedidas e, claro, os comentários de algumas línguas ferinas e invejosas contrárias à educação superior para mulheres e, principalmente, contrárias ao sucesso da brilhante Anne que deixa no chinelo todos de sua geração em Avonlea, salvo Gilbert Blyte...

       Obviamente sair da Ilha do Príncipe Eduardo, mudar-se para o continente, morar em uma pensão e iniciar o curso superior são tarefas alegres e muito animadoras para a nossa garota, que sempre encara tudo com muita disposição, boa vontade e alegria. Ao longo de seus quatro anos em Redmond College, nossa Anne da Ilha fará novas amizades para a vida toda, será dama de honra de dois casamentos e partirá três corações (sim, um deles é uma ofensa ao fandom...).

    Ademais, nossa heroína vai trilhar o caminho da literatura e se destacar na sociedade estudantil enquanto permanece sonhando, apesar de não encontrar mais tanto poder na imaginação, e ver suas "almas irmãs" distanciarem-se dela a medida que crescem... 

     Anne da Ilha tem muitas reviravoltas, dramas e acontecimentos "de dar aperto no coração", mas, como sempre, Lucy Maud Montgomery o faz de forma leve, não exagerando em descrições, o que, em alguns momentos específicos, tornar-se uma falha, visto que o leitor ávido gostaria de mais detalhes e maior aprofundamento na narrativa. 

     O desfecho da trama de Anne da Ilha começa frenético e termina de forma poética e inspiradora! Como sempre, "tudo fica bem quando acaba bem" e mesmo as cabeças mais duras, como a de nossa Anne, enxergam isso quando querem e conseguem aproveitar as oportunidades quando elas batem à porta. 

11 de março de 2025
Luz que fenece

 ... quando se chega ao fundo do poço, a única ação que resta é subir... 



        Acho que a essa altura do campeonato já deve ter se tornado piada o fato de eu ser bem marcha-lenta no quesito ler/assistir obras que quero muito. Sei lá o que acontece no meu cérebro ansioso, gente! Só sei que eu acabo protelando as coisas por anos, e foi o que fiz com Luz que fenece, da autora Barbara Baldi, a qual comprei na pré-venda em 2019! 

        Clara é uma jovem pianista com uma carreira promissora pela frente. Ela vive no countryside britânico com sua avó, a irmã mais velha e alguns fiéis empregados. A vida dela é boa e tranquila, sem grandes preocupações, até que a morte repentina de sua avó vai mudar tudo. 

        Luz que fenece, como o título deixa bem claro, vai nos fazer acompanhar um árduo caminho da protagonista Clara, afinal, ela, que antes tinha uma vida feliz e pacata, será obrigada a suportar uma carga pesadíssima e vai vendo pouco a pouco sua luz, seu brilho, se apagando. As desventuras começam após a abertura do testamento de sua avó, no qual a velha senhora deixou toda a sua fortuna em dinheiro para a neta mais velha e a propriedade da família para a neta mais nova, Clara. Por incrível que pareça isso deixou a irmã da jovem furiosa! Ela viu como uma afronta o fato de não ter ficado com a propriedade da família e vai embora com raiva da irmã e leva junto todo o dinheiro. 

        A partir desse evento, Clara se vê em maus lençóis, pois precisa administrar uma propriedade rural, com suas criações e plantações só que sem recursos financeiros. Logo, ela abandonará a promissora carreira de pianista e aos poucos vai perdendo todas as esperanças de que um dia poderá recuperar a glória da família, pois em seu caminho ela só vê decadência e mais decadência, mas como eu disse lá em cima: quando se chega ao fundo do poço, a única ação que resta é subir, por isso, Clara ainda terá algumas surpresas positivas em seu caminho... 

        Luz que fenece é uma história curtinha e muito bonita que, apesar de triste, consegue, em seu final, trazer uma mensagem positiva. Barbara Baldi criou uma narrativa singela, mas linda de se ler. Cada quadro é uma obra de arte e as paisagens congeladas que ela pinta são deslumbrantes e conseguem emular muito bem a desolação à qual Clara está imersa. Mais um obra da editora Pipoca & Nanquim que tive o prazer de adquirir e apreciar, a edição está belíssima e com a qualidade maravilhosa que já é marca registrada deles. Com certeza essa é uma obra para ler, refletir e apreciar. 

6 de março de 2025
Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas

 Olá, pessoas! Samu aqui!



    Seguindo a trilogia das cortes de Sarah J Maas, vamos agora falar um pouco do segundo livro da série: Corte de Névoa e Fúria. Se você não conhece a história e não sabe do que ela se trata, eu recomendo a leitura da resenha do livro 1, chamado Corte de Espinhos e Rosas, clicando aqui. Sendo assim, nessa sequência a gente continua acompanhando Feyre naquela narrativa em primeira pessoa meia boca.

    Depois de resolver as questões com Amarantha (a vilã do primeiro livro) e salvar toda Prythian, Feyre volta para a Corte Primaveril para finalmente viver em paz com Tamlin, o loirão sarado amor da vida dela. É difícil evitar spoilers dessa parte introdutória da narrativa, mas vou tentar não revelar nada que comprometa sua experiência, caso você ainda não tenha lido. Em suma, entenda que Feyre e Tamlin vão seguir com o relacionamento deles até o ponto de marcarem o casamento. Contudo, por causa de algumas coisas que eu não vou contar aqui, no dia do casamento vai dar um xabu dos grandes.

    A Feyre vai se mudar para a Corte Noturna, cujo Grão-Senhor é ninguém menos que Rhysand, um dos vilões que estavam a serviço de Amarantha no livro anterior (aquele cara bizarro que drogava a menina e a colocava para dançar pelada na frente da corte inteira todos os dias). Pois é, esse cara vai recrutar Feyre para sua corte e, aos poucos, eles vão se tornar amiguinhos. Rhysand mais uma vez vai mostrar a verdade para nossa protagonista: Prythian está às vésperas de uma guerra das piores que o mundo já viu.

   Existe uma ilha a oeste de Prythian chamada Hybern, governada por um rei que almeja dominar todas as sete cortes. E para alcançar este objetivo o rei de Hybern possui um grande trunfo: ele tem o Caldeirão, um instrumento mágico extremamente poderoso, capaz até mesmo de derrubar a muralha que separa o mundo dos feéricos e o mundo dos humanos. A ameaça é iminente, portanto, Rhysand e seu Círculo Íntimo (composto por Feyre, Morrigan, Cassian, Azriel e Amren) vão sair em busca das partes de um livro mágico capaz de anular a força do Caldeirão.

   Esse livro é bem melhor do que o primeiro. Eu até achei uma boa premissa e as cenas de ação são bastante empolgantes. Aqui a gente tem um objetivo definido, os personagens sabem o que eles precisam fazer, diferente do livro anterior em que a Feyre simplesmente vivia um romance e nada de muito perigoso acontecia na maior parte da história. Mas, aquelas cenas “hot” de pornografia continuam lá. Se você não gosta desse tipo de leitura com descrições explícitas de sexo, alguns capítulos você pode pular numa boa (o capítulo 55, por exemplo, são páginas e páginas apenas de sexo).

   O final de Corte de Névoa e Fúria me deixou um pouco curioso para saber o que acontecerá com esses personagens. Porém, o próximo livro é outro baita calhamaço, quase 700 páginas, então vai demorar para termos aqui uma nova resenha dessa história. Estou me preparando psicologicamente para essa leitura e a conclusão da trilogia.