.6 de novembro de 2016

Frankenstein - Mary Shelley


Olá, pessoal! Continuando as leituras do mês de Outubro, hoje, vamos falar um pouco a respeito desse clássico da literatura de ficção científica que, infelizmente, não sobreviveu a releitura... 
Meu primeiro contato com Frankenstein foi no ensino médio e lembro de ter gostado mais ou menos da narrativa, mas não me chamou tanta atenção assim e esse ano decidi relê-la porque, enfim, passei brevemente pela mesma na faculdade e já não me lembrava muito de sua estrutura. Pois bem, li e não consegui me identificar com criador e criatura, pois, em minha humilde opinião, ambos são extremamente egoístas... 
O livro começa com a troca de cartas entre um irmão marinheiro para sua irmã e lhe conta uma história muito estranha que jamais saberemos se é de todo verdade ou não. Ele diz ter salvo um rapaz da morte e ao melhorar, o moço decidiu dizer-lhe quais os motivos para estar ali no meio do nada esperando pelo inevitável destino dos homens. Esse jovem era Victor Frankenstein, o criador. 
O rapaz explica que desde pequeno sempre se interessou por ciência e, depois da morte da mãe, ele ingressa na universidade e inicia seus estudos, mas com o tempo uma questão começa a pairar na cabeça do jovem: seria possível a ciência criar vida humana? 
Como todos sabemos, Frankenstein consegue e de vários pedaços de carne putrefata ele traz ao mundo sua criatura sem nome e se desespera com o feito, abandonando a mesma a própria sorte. Algum tempo passa e Victor recebe a notícia de que um ente querido foi assassinado e ao voltar para casa descobre que sua criação cometeu o crime para chamar sua atenção. A partir daí teremos a narrativa da criatura explicando como aprendeu a falar, ler e "entender" os homens, além de todo o sofrimento que passou e infligiu e mais: ela quer uma companheira, pois acredita que essa vida seria muito mais fácil se tivesse um igual ao seu lado, por isso intima o criador a fazer esse novo experimento e o ameaça caso ele desista da empreitada... 
O romance foi muito bem recebido na época de sua publicação e até hoje tem uma grande repercussão no meio literário. Quem diria que uma simples brincadeira entre amigos poderia revolucionar a literatura e criar um novo gênero literário? Contudo, sinceramente, achei a narrativa muito arrastada, apesar de saber que possui uma forte crítica aos avanços tecnológicos do século XIX e todas as vertentes científicas da época, o problema é que não consegui me prender a essas personagens e suas motivações, e acabou que  não foi uma experiência nada agradável. Sei que muitos fãs do terror, horror e ficção científica amam essa narrativa, mas para mim acabou sendo só mais uma leitura. 


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