.31 de maio de 2016

O príncipe da Névoa e minha frustração com essa trilogia...



Sabe, existe um autor chamado Grice que estuda as teorias que envolvem a conversação e, por tabela, a estilística, este autor possui uma tese que é o princípio da aceitabilidade. Ele diz que quando lemos ou ouvimos o discurso de alguém, automaticamente temos o desejo de acreditar e gostar daquilo, mesmo antes de saber o que é, quando isso não acontece, nos sentimos confusos e frustrados... Pois é, eu estou confusa e frustrada por causa dessa trilogia! =( 
Antes de mais nada, quero ressaltar que não consegui levar adiante a leitura dos livros seguintes a O príncipe da Névoa e nem quero tentar (de novo). Sabendo disso, vou me ater aqui apenas ao título supracitado. Não estou fazendo uma resenha, gente, é mais um desabafo porque para que eu desista de uma leitura, ela precisa ser mesmo muito, mas muito chata! 
Pois bem, o primeiro livro vai nos contar a história da família Carver e de como eles foram morar em uma cidade costeira por causa da Segunda Gerra Mundial. O ano é 1943 e a localização, Reino Unido, então por que as pessoas falam e se expressam de uma maneria tão típica de nós, pessoas do século XXI? É uma dúvida constante... 
Max Carver é o filho do meio, é um menino inteligente e muito curioso, tem mais duas irmãs: Alícia - mais velha e Irina - caçula. Os três não tem uma relação de amizade forte, mas após o acidente misterioso da irmã menor, os mais velhos acabam se unindo para descobrir o que de fato ocorreu. 
Antes disso, Max e Alícia tiveram sonhos estranhos com um palhaço bizarro... Max até viu um "circo" formado por estátuas próximo a sua casa e envolto em névoa... Tudo muito misterioso e sem explicação... 
A premissa da história é muito interessante, no entanto nada é desenvolvido! As personagens são extremamente planas, os pais das crianças e a própria Irina desaparecem de cena como num passe de mágica e só voltam no final. As explicações dadas pelas outras personagens a repeito do "príncipe da névoa" são tolas e a todo momento eu me perguntava - Qual é a relevância disso? Mas, apesar de tudo, esta obra ainda conseguiu me entreter, ainda que muito pouco. Um ponto positivo. 
Já a continuação, O palácio da meia-noite é tão chata, tão chata e tão monótoma que parei nas primeiras cinquenta páginas e nem quis saber de abrir o último livro! Sério, que decepção. Principalmente, porque duas boocktubers que adoro falaram super bem deste autor... 
Ah, vale lembrar que comecei a ler o primeiro livro pensando que ele era um romance e, na verdade, é uma novela... Mesmo assim, não consegui continuar, uma pena, eu realmente queria ter gostado desta trilogia! 
Se você já leu algum desses livros, ou outros do mesmo autor, me diz se vale a pena procurar por outro título dele...

Bjss

4 comentários:

  1. Sobre decepções literárias, o mundo está cheio hahaha. Achei uma pena você não ter gostado, mas foi muito bom que você se expressou sobre isso. Vai que algum leitor encontra esse livro e acha a sinopse interessante (como eu achei), começa a ler e se decepciona... Assim não erramos :) Confio muito na sua opinião então vou passar reto dessa trilogia kkkk

    Abraços!

    - Ricardo, Lapso de Leitura

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    1. Oi, Ricardo! Obrigada pela confiança e sério, passe longe dessa trilogia! Ainda pretendo ler outro livro do autor para ter certeza se o meu problema foi com estas histórias, ou com a escrita dele em si!

      Bjs

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  2. Não conheço os livros, mas sei bem como é uma frustração literária, Já comprei uma série (3 livros)logo de uma vez só o que me saiu quase R$100 e parei de ler na metade do segundo, foi bem triste para mim, porque a sinopse era tudo o que eu gostava em um livro. Ah amei o seu cantinho, to seguindo.
    http://souadultaagora.blogspot.com.br/

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    1. Olha, minha sorte foi ter pego esses livros emprestado... Obrigada pela visita! Vou visitar seu blog também!! *___* Bjs

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