.19 de outubro de 2015

Contos de Edgar Allan Poe 2

Oi, gente!! Trago hoje para vocês outros quatro contos do fantástico Poe!! 

O coração delator

A história é narrada em primeira pessoa por um narrador que não se identifica, aproximando-nos ainda mais dos acontecimentos. Ele nos confessa ter cometido um crime, mas afirma não estar louco, visto que, em suas próprias palavras, uma pessoa louca não poderia arquitetar um crime da forma como ele fez, o que o leva a nos dizer que crime foi esse e quais as suas motivações para cometê-lo. 
Ele confessa ter matado um velho que morava com ele, porque este tinha "um olho de abutre" que atormentava nosso narrador, o velho nunca fizera absolutamente nada contra o rapaz, ele apenas teve a infelicidade de ter esse olho tão macabro. Mas, a estória não acaba por ai. O rapaz precisa livrar-se do corpo e o esconde embaixo dos assoalhos do quarto da vítima e quando a polícia chega e o silêncio paira, a única coisa que se ouve é o som do coração do defunto....
Após essa leitura, percebemos que vários contos de Poe trazem a temática da loucura ou do limiar entre realidade e fantasia, marcas do movimento ultrarromântico, algo, que dependendo do seu gosto, pode aproximá-lo ou distanciá-lo do texto, visto que esse narradores não são totalmente confiáveis. 

A queda da casa de Usher


Mais um narrador desconhecido nos conta os episódios que aconteceram na casa de seu amigo, Roderick Usher, um rapaz jovem acometido por uma grave doença ao mesmo tempo que sua irmã também está praticamente morrendo desse mesmo mal. 
Quando a moça morre, o irmão decide sepultá-la em uma espécie de cripta dentro da própria casa, ao invés de enterrá-la. 
A todo momento, o narrador evidencia seu desconforto em estar naquela casa, ele até nos diz que o local, afastado da cidade, cercado pela natureza, que deveria ser idílico, é na verdade macabro e perturbador. 
Alguns dias se passam, após a morte da moça, até que em uma noite de tempestade, nosso narrador e seu amigo deparam-se com uma terrível realidade: Será que encerraram a pobre jovem em um caixão ainda viva?? 

O barril de Amontillado 


Tendo como plano de fundo uma Paris lúgubre, nosso narrador inicia sua estória dizendo querer vingança contra um homem cujo nome é Fortunato. Ele não nos diz o que esse homem lhe fez, mas dá a entender que foi algo grave. 
Em uma noite de carnaval, esse encontra-se com seu desafeto e diz-lhe ter comprado um barril de Amontillado, o outro, já muito bêbado, não acredita e decide conferir por si mesmo a veracidade da informação. 
Ao chegarem em seu castelo, o narrador conduz Fortunato, e nós também a uma espécie de porão/catacumba, local no qual os vinhos dividem espaço com caveiras e outros ossos humanos... Lá, Fortunato pede para ver o vinho, o narrador permite e quando o outro se descuida, ele o amarra e começa a emparedá-lo vivo! 

Berenice 

Um narrador anônimo vai nos contar sua estranha estória: 
Ele tinha uma prima linda e cheia de saúde chamada Berenice. Ela era o total oposto dele, no entanto, a moça é acometida por uma doença terrível, enquanto que o narrador tem a sua agravada, tornando-se muito peculiar: ele passa a "prestar atenção" a coisas "insignificantes" ficando completamente obcecado por elas. 
Um dia, ao avistar o sorriso da prima, nosso narrador fica louco pelos dentes da moça e quando o derradeiro fim dela chega, ele decide visitá-la, não por consideração à prima e sim por eles... 
Após a visita, já em seu escritório, o rapaz divaga sobre os dentes e a morte da prima, é quando um empregado atordoado entra no local e vemos que o narrador arrancou, de forma inconsciente, todos os dentes de Berenice! 

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