.30 de setembro de 2015

Série Plantageneta: Prelúdio de Sangue - Jean Plaidy



Olá, pessoal! Empaquei na leitura de O conde de monte Cristo, gente! Mas eu tenho fé no meu São Machado de Assis (kkkk) que hei de terminar essa leitura! Enquanto isso, acabei lendo o primeiro livro de uma saga composta por 14 volumes, sim, sou doida, mas eu adoro romances medievais! E quando soube da Sada dos Plantagenetas que conta a trajetória dos maiores governantes da Inglaterra daquele período, não resisti! 
O primeiro livro, tem como título Prelúdio de Sangue, pois ele é realmente o inicio de toda uma dinastia que possui descendentes até hoje! Rainha Elizabeth II é um deles. Na primeira metade da narrativa somos apresentados, por um narrador onisciente, à Eleonor, jovem francesa herdeira do grande ducado de Aquitânia, muito mais poderoso do que as terras do próprio rei de França. Eleonor é uma moça jovem, mas sabe o quer. Ela é culta em uma época em que raros eram os reis que sabiam ler e escrever, logo, utiliza-se de sua inteligência e agudeza para conseguir o que quer e ela quer, simplesmente, governar tudo. Nossa jovem duquesa casa-se com o rei francês Luís VII e com ele tem duas filhas e uma relação conturbada, ambos são muito diferentes! Enquanto ela quer dominar o mundo, Luís é discreto, não suporta guerras e gostaria de ter sido padre, a união não dá certo, e como o jovem rei tornou-se um obstáculo em seu caminho, Eleonor simplesmente o descarta e volta suas atenções a outro jovem: Henrique Plantageneta, o próximo rei da Inglaterra. 

Eleonor de Aquitânia - Rainha dos Trovadores.

O casamento de Henrique e Eleonor começa muito bem: ambos são jovens (apesar da diferença de 12 anos de idade entre ela e o rapaz), são decididos, ambiciosos e muito poderosos, entretanto, essas qualidades, que no inicio ajudaram a unir o casal, tornam-se as causas dos conflitos e brigas entre eles, além é claro, das infidelidades de Henrique, que para Eleonor, tida como a Rainha do Romance e dos Trovadores, são ofensas que ela jamais perdoará.
Como dito acima, a Rainha é muito perspicaz, ela sabe que não pode lutar abertamente contra seu segundo marido e por isso, decide colocar os filhos contra ele, iniciando a desunião da família que culminará no segundo livro: O Crepúsculo da Águia. 
Brasão dos Plantagenetas
Agora, falando de minhas impressões gerais, não gostei muito da escrita da autora, senti falta de uma linguagem um pouco mais erudita que me transporta-se ao clima medieval, outra coisa que me deixou louca foi o fato da autora ter transformado Eleonor numa mulher fútil e sórdida, uma pessoa tão culta e tão bem trabalhada para ser governante, não teria, ao meu ver, os pensamentos tolos que a personagem tem em várias passagens do livro. A personagem que menos gosto é Henrique II, ô homenzinho chato! Gente, o cara tem "acessos de raiva" quando não o obedecem e começa a deitar no chão berrando feito um bebê! Por favor, né! 
A personagem que mais gostei foi o chanceler Thomas Becket, o cara é a única pessoa integra de toda a história! Gostei muito dele e de sua posição inflexível perante um rei egocêntrico e moleque, como Henrique. 
No todo, esse primeiro livro agrada em alguns momentos e desanima em outros, eu lerei a continuação porque a partir da segunda metade, o livro dá uma guinada muito boa e me interessei muito mais pela estória, mas não sei se os fãs de Bernard Cornwell apreciariam essa saga... 

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