.11 de setembro de 2013

SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, ARTE E CIDADANIA

Boa noite pessoal! Tudo bem com vocês? Eu estou super gripada! Cansada, e atolada de coisas pra fazer mas, eu não resisto, é mais forte do que eu, eu preciso escrever aqui. Sempre que encontro algo novo e interessante eu tenho essa necessidade de dividir com vocês, e hoje eu vou falar de um seminário que me inspirou muito!

Mural do seminário

Lá estava eu em mais um dos meus dias enfadonhos, porque agora só tenho dias enfadonhos (final do ano é muito difícil gente, dá uma falta de coragem...), pensando no grau de chatice da minha aula de filosofia e no meu grau de gripe modo ON que me fez acordar com dor de cabeça e a sinusite atacada, mas tudo bem, eu estava conformada. Entrei na faculdade cumprimentei meus colegas e quando olho pra lousa pra copiar o besteirol da professora eu vejo que ela estava propondo aos alunos que nós fossemos ao seminário promovido pelo curso de pedagogia (curso ao qual minha disciplina optativa faz parte), eu particularmente queria muito ir a esse seminário mas não tive nem a grana nem o tempo e ai a professora chama a gente e nós vamos graciosamente participar do evento! Pô agora eu amo aquela professora!
O mais engraçado de tudo, é que esse seminário abriu a minha mente para uma questão, pra uma só não, pra várias questões referentes a educação do nosso país. O tema do dia era a inclusão das pessoas cegas na educação artistíca que é tão importante para nossa formação quanto a matemática e a gramática. Durante as apresentações eu percebi o quanto nós somos burros, é burros sim! Poxa, nós somos tão pré - conceituosos que não conseguimos enxergar que as pessoas cegas são pessoas como quaisquer outras, elas só tem um modo diferente de ver mundo, elas o vêem com as mãos! E ai é que está o grande problema! Aqui no Brasil ainda são muito escassas as instalações artistícas que oferecem replicas táteis para os deficientes visuais, e ai como eles serão inseridos nas artes, se o próprio nome "artes visuais" já é uma barreira para eles? É como se por eles serem cegos, eles não tem o direito de ter acesso a essas obras. O que me deixou abismada de um ponto de vista negativo foi quando a professora mestra Roseli Behaker Garcia que é cega, disse que até em grandes centros culturais como a Pinacoteca de São Paulo e até em exposições mundiais, instalações para deficientes visuais são precárias (e muito) e não há qualquer tipo de boa vontade dos organizadores para mudar essa situação, o treinamento dos monitores desses espaços não atende as necessidades das pessoas cegas e ninguém faz nada pra mudar isso! O que é revoltante porque essas pessoas podem sentir, elas podem criar imagens mentais a partir daquilo que elas tocam, do que sentem, mas se um cego chega em uma exposição e eles dizem que não se pode tocar nas obras originais e não há réplicas, fica difícil para eles se identificarem com a arte!
Eu como futura educadora quero estar preparada pra ajudar todos os 
meus alunos deficientes ou não e eu acredito que não só professores mas a sociedade como um todo tem que parar de excluir as pessoas deficientes, ah! deficiente visual não pode apreciar a arte, deficiente auditivo não pode fazer música, deficientes físicos não podem praticar esportes... Isso é uma balela que vai sendo colocada nas nossas cabeças desde quando somos crianças e ai quando chegamos a idade adulta percebemos o quão falha é a nossa educação e o nosso convívio em sociedade. Nós temos muitos exemplos de deficientes que quebram essas barreiras, no entanto isso ainda é muito pouco em vista da amplitude do problema, agora é a nossa vez de abrir os olhos e ajudar e nos adaptar às necessidades dessas pessoas da mesma forma que elas tentam se adequar ao nosso modo de viver desde o nascimento. 
Bem, eu não vou me estender muito nesse assunto porque senão vou escrever, escrever e escrever e o texto vai ficar cansativo, só pra finalizar, eu adorei as apresentações do seminário, a palestra do professor Dr. José Afonso Ballestero Alvares foi muito legal, nos mostrando que é possível sim incluir pessoas cegas no mundo das artes plásticas! E a palestra da professora Ms. Roseli Behaker Garcia que abriu meus olhos para todas essas dificuldades não só dos alunos como dos professores também. Espero que vocês tenham gostado do post, pensem nisso e na próxima vez que vocês se depararem com uma pessoa deficiente não a trate como se ela fosse "especial", o que eles querem é inclusão, eles tem uma deficiência mas querem e devem ser tratados e respeitados como qualquer outra pessoa! Então, fica a dica! *______*

Minhas colegas de classe: Sandra, Kátia e Elidy, lindas!! 

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