.9 de outubro de 2011

LIVROS, LIVROS E MAIS LIVROS!!!

A CIDADE DO SOL


E finalmente, depois de meses e meses de espera, meu amigo Joh me emprestou o livro A cidade do Sol!!
Sério gente, eu nem me lembrava mais que queria ler esse livro! Mas, na quarta feira passada o Joh chegou na sala e disse: - Andrea, adivinha o que eu trouxe pra você! É uma coisa que você me pede desde o inicio do ano...
Como eu não gosto muito de joguinhos de adivinhação, fiz beicinho e pedi pra ele me dizer o que era, e eis que ele tira de dentro da mochila o meu tão aguardado ( que eu já até tinha esquecido que queria...) A cidade do sol!! E confesso, eu devorei o livro na mesma hora! Bati meu recorde, eu o li em apenas três dias!
Particularmente, eu gostei muito mais dessa história do que da de O caçador de pipas, o mais peculiar é que ambas são ambientadas no Afeganistão, na mesma época, com os mesmos conflitos, e ainda assim, durante toda a leitura parecia que o Afeganistão de Marian e Laila era mais terrível, pobre e injusto do que o de Hassan e Amir. No entanto, antes de ler esse livro eu já sabia que o Afeganistão é o pior lugar para se nascer mulher, mas ler um livro que mostra diretamente a vida dessas mulheres, do cotidiano delas, é bem diferente de ler ou assistir noticias no jornal, é estranho quando você vê a foto de uma mulher afegã com o rosto completamente desfigurado, e consegue imaginar, ou até mesmo tecer os acontecimentos que antecederam esse ato cruel, porque é exatamente isso que a A cidade do Sol nos dá, ele nos dá realidade, dor, sofrimento, e um pouco de esperança, mas sobretudo, a realidade.
Outra coisa que eu sabia, apenas vagamente, e foi confirmar-se durante a leitura, é que o Afeganistão é um país islâmico que não segue diretamente as leis islâmicas, eles são os mais conservadores e brutais e no entanto, pouco fazem as cinco orações diárias ou mesmo acreditam veemente em Deus, o que só reforça a teoria de uma de nossas heroínas: o Afeganistão é um pais onde a tradição é muito mais importante do que a religião. As mulheres de lá não usam a burqua por serem mulçumanas, elas usam a burqua porque esse é um costume tribal que é passado de geração para geração na tradição oral, pois quase todos os afegãos são analfabetos!
Sinceramente, eu nunca fui a favor de religiões, mas que a verdade seja dita, a religião mulçumana foi o grande bode expiatório do movimento fundamentalista afegão que tanto marcou a vida dessas duas mulheres.
Laila jo e Marian jam são duas mulheres completamente diferentes, a primeira, cresceu ouvindo seu pai dizer que ela poderia ser tudo o que quisesse, e a segunda, filha de um caso extra conjugal, comeu o pão que o diabo amassou durante toda a sua vida. Não quero fazer spoilers, mas ao mesmo tempo que ficamos felizes com a sorte de uma, ficamos desolados com a infelicidade da outra...
Diferente de o Caçador de Pipas, A cidade do Sol tem um final feliz, mas a que preço?


Beijinhos...

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