.15 de janeiro de 2018

Concluindo a Trilogia Firebird

*ALERTA*
Esse é o último volume de uma trilogia, para fugir dos spoilers, leia a resenha dos livros anteriores no primeiro link dessa. =)


Nessa postagem, eu disse que não sabia se leria o desfecho da trilogia Firebird, mas seis meses se passaram e cá estou eu para terminar o que comecei... 
No livro anterior, Marguerite, descobre que uma versão de seus pais criou toda uma conspiração para pegar de volta partes da consciência fragmentada de sua irmã mais velha, Josie, contudo, eles precisam destruir cada dimensão na qual a moça viajou, incluindo a de nossa protagonista. 
Além disso, a pessoa encarregada de realizar essa missão é a versão de Marguerite desse universo super tecnológico e essa menina é má, muito má e dará muito trabalho para a jovem viajante interdimensional. 
Outro ponto muito explorado nesse último volume é o desfecho do triângulo amoroso Théo - Marguerite - Paul que num primeiro momento parece estar resolvido, visto que o primeiro desiste e aceita a friendzone, porém por ter sido vítima de uma fragmentação no livro anterior, Paul ficou muito confuso quanto a si mesmo e também com o fato de que em algumas dimensões ele e Marguerite não existem juntos, algo bem desesperador para os dois. 
Como dito na resenha anterior, achei essa série muito fraca e me decepcionei bastante com a falta de profundidade nas explicações científicas, alguns podem dizer, ah, mas é um young adult... Não precisa ser complexo, reflexivo... - Pare, ser humano, apenas pare. Só porque o público-alvo desses livros são os adolescentes, não significa que eles não tenham capacidade de entender narrativas mais bem desenvolvidas. A autora poderia ter explorado melhor as questões inerentes a Física Quântica e deixado de lado essa insistência do gênero ya em triângulos amorosos, sinceramente, eu estou de saco cheio desses romances açucarados e idiotas, nossa, como pode? O mundo acabando, literalmente, e a galera preocupada em com quem vai ficar! Sério, cansei. Ainda bem que acabou, mas o projeto gráfico é belíssimo. =) 

.12 de janeiro de 2018

Tao Te Ching - O livro do Caminho e da Virtude



Há alguns meses atrás assisti Avatar - a Lenda de Aaang com o Samuel e ao longo dos episódios prestei bastante atenção às atitudes e conselhos do tio Iroh, uma das personagens mais interessantes do anime. 
Pesquisando mais a respeito, descobri que toda a sabedoria de Iroh vinha de sua crença no Taoismo, eu não sabia nada a respeito dessa religião ou filosofia oriental e decidi pesquisar e acabei encontrando na internet um arquivo com as sutras. 

Sutra - é um substantivo e tem sua origem no sânscrito. Muito utilizadas no Budismo, as sutras são escrituras canônicas que preservam ensinamentos da oralidade. 

O Taoismo é uma tradição filosófica e religiosa originária do leste asiático. Em chinês, tao significa "caminho", ou seja, essa filosofia seria uma forma de compreender a força que nos move e dá vida.
A obra mais importante do Taoismo é o Tao Te Ching, escrita, provavelmente, por Lao Zi. Nesse livro, encontramos mais de oitenta sutras que discorrem acerca de vários temas inerentes a vida em sociedade e tentam nos ensinar que sentimentos como raiva, egoísmo, individualismo e egocentrismo não nos levam a nada e nos afastam do "caminho".


A versão que li é um e-book disponibilizado, gratuitamente, pela Sociedade Taoista do Brasil e contém apenas as sutras, sem nenhuma explicação, apenas algumas notas de tradução. Das oitenta sutras, consegui "compreender" sozinha apenas vinte e quatro, mas gostei bastante da leitura e pretendo adquirir algum livro específico para estudo, pois me identifiquei bastante com o pensamento taoista. Outro dado interessante é que o símbolo Yin-Yang e os conceitos inerentes a ele também fazem parte dessa filosofia e é tudo muito interessante. 
Adorei ter esse primeiro contato com essa filosofia oriental e pretendo estudá-la com mais aprofundamento. Abaixo, deixo o link do site da Sociedade Taoista do Brasil: 

http://www.taoismo.org.br


.9 de janeiro de 2018

Black Rock Shooter


     Anime lançado, em 2012, com oito episódios, possui um ova, mangás e até um jogo para PSP, sendo que esta foi a primeira produção da franquia baseada na música homônima do grupo japonês Supercell
Nessa história, somos apresentados a duas dimensões diferentes: a primeira que seria a nossa, na qual vive a protagonista, Kuroi Mato e a segunda, na qual uma guerreira chamada Black Rock Shooter luta contra todo tipo de criaturas e outras guerreiras não sabemos porquê. 
Mato está muito nervosa por causa de seu primeiro dia de aula no ensino médio e acaba conhecendo a jovem Yomi, uma menina bem tímida e retraída que aparentemente não tem nenhum amigo, enquanto isso, na outra dimensão, Black Rock Shooter luta contra a guerreira Dead Master e perde feio. 
A amizade das duas meninas não é muito "normal", pois Mato não pode ir a casa de Yumi, isso porque esta tem uma outra amizade extremamente abusiva que a sufoca e não permite que tenha contado com outras pessoas e, assim, quando digo que é um relacionamento abusivo, é abusivo mesmo... A outra menina chega a agredir Yomi e a amedronta com um terror psicológico medonho. 
Logo, descobrimos que a outra dimensão nada mais é do que um lugar onde versões dessas meninas, representando seus conflitos emocionais, lutam umas contra as outras até o problema ser resolvido. 
Absurdo? Sim, é bem absurdo, o anime todo tem um visual bem apelativo, mas até o quarto episódio era tudo justificável e parecia mostrar uma crítica a relacionamentos abusivos e como eles podem começar na mais tenra idade e atrapalhar o desenvolvimento das pessoas, porém... Os quatro últimos episódios são horríveis, uma verdadeira bagunça, roteiro passou bem longe! Não há coerência nenhuma e o final é quase inexistente.
Enfim, esse anime é muito estranho... Recomendo só os quatro primeiros episódios porque eles são são reflexivos, mas o restante? Passe bem longe! 


.6 de janeiro de 2018

Primeiro Amor - Ivan Turguêniev

Olá, pessoal!


    No ano passado tive a oportunidade de ler um livro muito famoso de Ivan Turguêniev e, por alguma coincidência do destino, usei, em uma aula, um texto que falava sobre outra obra desse autor, Ássia. Fiquei super curiosa, procurei, procurei, mas só achei esse livro na Estante Virtual por um preço nada amigável e acabei chegando a essa outra novela muito bem escrita e gostosa de ler. 
Primeiro Amor foi publicada durante o período romântico e traz todos os elementos característicos dessa escola, começando com uma conversa entre amigos, já na meia idade, falando sobre como se deram seus primeiros amores. Apenas um desses amigos leva a tarefa a sério, escrevendo uma narrativa sobre o caso. 
Conhecemos então o jovem Vladimir Petrovitch que, no Verão de 1833, apaixonou-se pela princesa* Zinaida Zassiékina. Durante essas férias, ele passou o tempo inteiro pensando nessa moça, admirando-a, flertando e perseguindo-a incessantemente (bem século XIX mesmo), dividindo atenções com outros pretendentes. Esse sentimento, no entanto, não é recíproco e a princesa  estava sempre brincando com os admiradores, incluindo nosso narrador que se tornou um jovem melancólico e infeliz. 
É quando um escândalo acontece envolvendo Zinaida e um amante, fazendo com que Vladimir fique completamente desenganado e não consiga superar esse amor mesmo já adulto e bem sucedido. 
Como dito antes, essa novela tem muitos elementos românticos como o amor idealizado, o fatalismo e algumas pistas sutis, logo no início da narrativa do possível fim das personagens. 
Confesso que gostei muito mais dessa história do que da anterior, Pais e Filhos, e agora estou bem mais empenhada em ler tudo o que esse autor escreveu. Sério, se você nunca leu literatura russa, Turguêniev será um ótimo começo.

*Observação: na Rússia czarista, os títulos de nobreza podiam ser comprados ou distribuídos pelo czar como prêmios, logo, Zassiékina não é um membro da nobreza, na verdade, ela é bem podre e tem uma origem bem humilde. 

.3 de janeiro de 2018

O Trílio de Sangue - Julian May


Olá, pessoal! Consegui ler a continuação do livro O Trílio Negro e, sinceramente, essa leitura foi infinitamente melhor do que a primeira, mas não menos frustrante... Ficou confuso? Continue lendo a resenha que eu explico. 

   Em O Trílio de Sangue reencontramos as trigêmeas Haramis, Kadyia e Anigel doze anos após os acontecimentos anteriores e de sua vitória contra o terrível feiticeiro Orogastus. A primeira irmã tornou-se a nova Arquimaga e até o momento não progrediu muito em sua função, a segunda tornou-se líder dos "aborígenes", criaturas que parecem meio humanas e meio animais, e também não tem muito sucesso nessa empreitada e a terceira conquistou tudo o que queria: unificou seu reino com o do marido, criando o Estado de Laboruwenda, teve três filhos, enfim, possui uma família feliz e abastada, bem distante de qualquer problema externo, incluindo os de seus súbitos... 
    Podemos perceber que todas ficaram estagnadas em suas zonas de conforto e não mudaram muito com relação a seus defeitos, continuam sendo arrogantes, egoístas e deslumbradas, porém a relativa paz alcançada doze anos atrás é ameaçada pela figura do feiticeiro Portolanus, ou seria Orogastus que de alguma forma conseguiu escapar da morte? 
   Grande parte da história acontece no mar, pois uma nação pirata, unindo-se ao feiticeiro, sequestrou o rei Antar, marido de Anigel, e seus três filhos: Nickalon, Janeel e Tolivar, este último, o caçula, mimado, irritante e de caráter bem questionável, com apenas oito anos... Ao longo da narrativa, acompanhamos a luta desesperada das irmãs para conseguir restaurar o equilíbrio natural quebrado pela magia negra de Portolanus.
    Ademais, a autora Julian May aumentou e explicou melhor a mitologia criada no primeiro livro, o que foi muito interessante, entretanto as protagonistas e o filho mais novo de Anigel são muito irritantes, só fazem besteira atrás de besteira e são tão egocêntricos que, em alguns momentos, tive vontade de largar a leitura, não porque a história fosse ruim, é só que as personagens me irritavam muito e não gostei de nenhuma delas... Mas, como disse o escritor e crítico literário Nabokov, só crianças sentem a necessidade de se identificar com as personagens de um livro, discordo disso um pouco... Porém, confesso que se tivesse abandonado a leitura por causa da antipatia pelas protagonistas, não teria descoberto a genialidade da autora e o final incrível deste segundo volume. 
   Enfim, gostei bastante de O Trílio de Sangue apesar dos já costumeiros altos e baixos e vou procurar pelos outros volumes para saber o desenrolar dessa saga e recomendo muito para todos que adoram o gênero fantasia. =) 

.27 de dezembro de 2017

Histórias de Horror: O mito de Cthulhu - H.P. Lovecraft

Olá, pessoal! 


..."É verdade - uma terrível verdade - que existem criaturas não humanas nos vigiando o tempo todo, com espiões entre n´os que coletam informações." p 113. 

Há uns bons três anos tenho ouvido os booktubers que sigo comentando, resenhando e falando muito bem dos contos de H.P. Lovecraft, por esse motivo inclui na minha TBR de 2018 um livro dele, mas como consegui dar uma "adiantada" nas leituras de dezembro, peguei esse exemplar emprestado com o Samuel já para ter uma ideia de como é o estilo desse autor. 
Histórias de Horror é uma coletânea que reúne quatro histórias voltadas exclusivamente ao horror cósmico que gira em torno do chamado Mito de Cthulhu. Antes de tudo, é preciso saber que Lovecraft criou uma mitologia tendo como base, provavelmente, a descoberta do planeta Plutão, que em suas narrativas é chamado de Yuggoth e seria uma espécie de estação espacial para as criaturas extraterrestres descendentes das gigantescas e antiquíssimas que, por algum motivo, vivem na Terra escondidas ou presas, sendo a maior e mais temida de todas elas, Cthulhu


Cada um dos contos narra um acontecimento bizarro tendo a participação direta ou indireta desses seres, sempre em momentos muito próximos cronologicamente e os narradores, sejam eles em 1ª ou 3ª pessoa, deixam bem claro que quem se envolve com estes seres, cultuando-os, são pessoas malignas, e quem o faz apenas por curiosidade acaba se dando muito mal... 
Em O chamado de Cthulhu descobrimos que esta criatura tem um culto em sua homenagem e está presa em uma cidade secreta, sendo que o caminho para encontrá-la está no livro fictício Necronomicon. O narrador desse conto apenas analisa vários documentos e reportagens a respeito desse culto medonho e descobre que muitas pessoas, incluindo seu tio, podem ter morrido por causa dele... 
O horror em Dunwich não tem como centro o culto a Cthulhu, mas existe uma espécie de seita ocultista nessa cidade formada apenas por uma família e dentro dela nasce um menino muito estranho, Wilbur Whateley que tem um crescimento metabólico anormal e também esconde um segredo terrível em sua casa que pode destruir não só a pacata cidade de Dunwich como talvez o país inteiro... 
Sussurros na Escuridão talvez seja a mais tensa das quatro narrativas, pois acompanharemos as correspondências entre o narrador, um professor de Literatura da fictícia universidade de Miskatonic e um colega aposentado, que ao longo de sua vida acadêmica estudou esses vários acontecimentos estranhos voltados para o culto a Cthulhu e companhia, evidenciando bem como estas influenciam muito negativamente as pessoas envolvidas com elas... 
Por fim O Assombrador das Trevas fala a respeito de um escritor recluso, Robert Black, que morreu em circunstâncias absurdas, mas, convenientemente, deixou um diário relatando quase tudo... Nele descobrimos que Black fez algumas pesquisas relacionadas aos terríveis seres extraterrestres do planeta Yuggoth... 
Infelizmente, não consegui captar o "horror" por trás dessas narrativas, na verdade, achei todas elas bem chatas e repetitivas, a mitologia criada pelo autor parece muito interessante e as várias menções a obra Necronomicon me deixaram intrigada, porém as histórias contidas nesse volume não me cativaram e até desanimaram um pouco... Como praticamente todo mundo que acompanho fala bem de Lovecraft decidi mantê-lo em minhas leituras do ano que vem, mas esse exemplar especificamente não indico a ninguém que nunca tenha lido nada do autor e queira conhecer seu estilo, porque pode ser um grande balde de água fria... 

Sobre a edição: versão de bolso da Martin Claret, páginas brancas, diagramação cansativa, mas traz um bom prefácio para quem não sabe nada a respeito do autor e de suas obras. 

.24 de dezembro de 2017

Lo-fi hip hop: uma história de amor

 Olá, pessoal!  


Sim, é véspera de Natal e meu presente para vocês é apresentar esse estilo musical que conheci há pouco tempo, mas que conquistou minha mente e meu coração e não consigo parar de ouvir. 
O Samuel sempre que precisa deixar o computador ligado por horas, colocava uns vídeos de música com o título Lo-fi Hip Hop e eu não sabia o porquê desse nome, passou-se o tempo e em uma conversa sobre meditação e estudos, uma colega indicou a lo-fi hip hop como ótima opção para quando for estudar e eu que continuava sem saber nada, decidi pesquisar no Google e encontrei um vídeo explicando tudo a respeito (vou deixar o link no final dessa postagem). 
Basicamente, Lo-Fi Hip Hop é um tipo de música caseira, experimental que não faz parte do convencional ou mainstream. Tem um ritmo bem calmo, relaxante e por isso é ótimo para estudar, meditar, fazer yoga ou apenas ficar bobando em casa mesmo. 
Outro ponto interessante é que esse estilo foi popularizado por um DJ japonês, motivo pelo qual a maioria desses vídeos e playlists têm imagens de animes. 
Eu não imaginava o quão maravilhosa, calmante e inspiradora é a Lo-Fi Hip Hop, por incrível que pareça estou me concentrando bem mais nas leituras e na escrita ouvindo essas músicas, além de ficar mais tranquila, algo inédito para mim porque sou muito ansiosa. 
Então é isso, gente, fica a dica desse estilo esplendido e encantador de música. Abaixo, deixo o link do vídeo supracitado e da minha playlist no Youtube para quem nunca ouviu.



O que é Lo-Fi Hip Hop? 

Minha Playlist 
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