.21 de janeiro de 2019

[EU ASSISTI] – Gilmore Girls – Terceira Temporada



Antes de mais nada preciso dizer: Gilmore Girls é completamente viciante! Não consigo parar de assistir! Vejo uma temporada atrás da outra, não consigo dizer de qual das três gosto mais, contudo essa foi muito, muito emocionante mesmo! Chorei durante todo o último episódio...

Na temporada anterior, Rory tornou-se vice-presidente do grêmio estudantil e foi a Washington fazer um estágio durante o verão. Dean detestou isso. Durante todo o tempo, ela ficou em dúvida entre seu relacionamento estável com Dean, e sua paixão por Jesse... Além dessas questões amorosas, Rory está no último ano e precisa escolher em qual universidade estudar, e é claro que isso será motivo de muita briga na casa dos Gilmore... Richard quer a neta em Yale, Lorelai a quer em Harward... E Rory está bem no meio disso sem saber bem o que escolher. Há também a vida amorosa de Lorelai e uma possível viagem que mãe e filha pretendem fazer a Europa e alguns acidentes nada agradáveis...
Como esperado de uma temporada de Gilmore Girls, temos muita diversão e drama em cada episódio. As relações amorosas de Lorelai parecem não progredir muito e seu relacionamento com Emily e Richard é bem conturbado e, às vezes, desagradável de se ver. A indecisão de Rory com relação a Dean e Jesse é difícil também, porque ficamos tristes pelo distanciamento dela com o primeiro, e o segundo não parece flor que se cheire...

Continuo apaixonada por Gilmore Girls e espero ansiosamente pela quarta temporada, pois, Rory é um gênio, sabemos que vai a faculdade, mas qual? E quanto a Lorelai? Como fará agora sozinha em casa? Mal posso esperar para saber!

.18 de janeiro de 2019

O Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro Vasconcelos

Um livro profundamente triste e tocante 



O Meu Pé de Laranja Lima é um livro infanto-juvenil muito conhecido, não apenas aqui no Brasil, como em quase todo o Globo. A influência de José Mauro de Vasconcelos era enorme durante o século passado e muitas de suas obras foram estudadas em grandes universidades pela Europa. Contudo, foi com O Meu Pé de Laranja Lima que ele conseguiu consolidar-se e comover milhões de pessoas com essa tocante história. 
Zezé é um menininho de cinco anos de idade, muito esperto e arteiro, aprende a ler e escrever sozinho e tem uma imaginação fora do comum. Descobrimos ao longo das páginas que ele é pisciano. Se você não entende, ou não se interessa por astrologia, pode achar essa informação desnecessária, mas o menino é o completo arquétipo do signo de peixes: inventivo, sonhador, amoroso, carinhoso, solidário, bem dramático e até mesmo injustiçado... Ele sofre muito na mão dos adultos que não o compreendem e não têm paciência para suas diabruras de criança, e ainda assim permanece sendo bom e generoso com quem sofre mais do que ele. 
Ademais, a família de Zezé passa por um momento muito complicado. Seu pai perdeu o emprego, a mãe e a irmã mais velha precisam trabalhar muito para sustentar a todos, por isso a família se muda para uma casa menor e é lá que nosso protagonista conhece Minguinho, o pé de laranja lima. Apesar de ter sua imaginação fértil e viver altas aventuras com o novo amigo, Zezé é muito hostilizado por todos da família e apanha demais, chegando até mesmo a ficar dias de cama e quase morrer por conta de duas surras...

“Dor não é apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo.”

A pobre criança de apenas cinco anos não entende porque os adultos são tão maus. Afinal, ele já está na escola, é o melhor aluno da sala mesmo sendo o mais novinho, apronta das suas, sim, apronta, porém, as duas surras "memoráveis" foram dadas em momentos no qual ele não fazia nada demais, uma total injustiça. Esses atos começam a endurecer seu coraçãozinho e ele vai se fechando para família. 
É quando conhece o português, Manuel Valadares, um homem muito bom e gentil que apieda-se no menino e torna-se seu amigo e protetor. A relação que esses dois têm é muito bonita e tocante. Zezé até pede para ser adotado pelo amigo, pois, em sua casa, é muito maltratado e a família passa por muitas dificuldades. O momentos nos quais os dois estão juntos, são os únicos em que o menino é verdadeiramente feliz e o deixam em paz. 
Por ser um livro narrado em primeira pessoa, em O Meu Pé de Laranja Lima, vemos apenas os pensamentos e o ponto de vista de Zezé, uma criança muito sonhadora e criativa, logo, as árvores falam, tudo possui uma cor e um brilho diferente e lúdico, algo deveras bonito de se ler. Infelizmente, a vida de nosso narrador não é nada fácil e os momentos poéticos são mesclados com a triste e brutal realidade de seu convívio familiar, o que é bem revoltante para o leitor. 
Essa resenha foi escrita enquanto tocava, repetidamente, a música "Dancing with tears in my eyes" da banda Ultravox. Mesmo parecendo uma escolha estranha de trilha sonora, essa música tudo tem a ver com as emoções e sentimentos deixados pela leitura de O Meu Pé de Laranja Lima, isso porque essa obra não é um mero conto infantil. Ela é bem triste e toca fundo e de maneira pungente nossos corações. Além disso, o livro é bem curtinho, possui menos de duzentas páginas, o que nos faz lê-lo em apenas um dia. A escrita de José Mauro de Vasconcelos é maravilhosa. Ágil, bela, sem enrolação, sem obstáculos, ele escreve de uma maneira que fica difícil para a leitura, até que você chega ao derradeiro fim e só consegue chorar... Com toda certeza, O Meu Pé de Laranja Lima vai conquistar você como me conquistou.

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.15 de janeiro de 2019

Os Pilares da Terra - o épico de Ken Follett


Os Pilares da Terra, livro publicado em 1989, por Ken Follett, apresenta como pano de fundo o contexto histórico medieval de um período conhecido na história da Inglaterra como "A Anarquia". Chamado assim, porque, após a morte do rei Henrique, em 1135, não havia um filho varão que pudesse herdar o trono. Contudo, ele fizera todos os nobres do país jurarem fidelidade a sua filha, Matilde, o problema é que ela era uma mulher e casada com um francês, por causa disso, a grande maioria dos lordes foi para o lado de seu primo, Estevão de Blois, e o coroaram rei, expulsando Matilde e sua família da Inglaterra. Condenando, assim, os lordes que mantiveram seu juramento como traidores e iniciando um período de extremo terror para os pobres e impunidade para os ricos que durou cerca de quatorze anos, embora os conflitos armados, disputas e desordem tenham perdurado até 1170.

“Ter fé em Deus não significa ficar sentado sem fazer nada. Significa crer que se terá sucesso se se fizer o melhor possível, sincera e energicamente.”

A narrativa de Os Pilares da Terra se passa nesse momento, acompanhando quatro protagonistas ao longo dos anos e entrelaçando suas vidas e desventuras. Além da questão da guerra, que afeta a todos, o grande foco aqui é a construção da monumental catedral da cidade de Kingsbridge, sendo este o ponto de convergência entre todas as personagens. Nossas protagonistas são: Tom Construtor, o idealizador da catedral; Prior Phillip, um monge temente a Deus, mas que não se deixa enganar e fará de tudo para ver a catedral construída; Jack, um jovem órfão de pai, criado pela mãe na floresta, muito inteligente e com um passado misterioso; e Aliena, a filha de um dos nobres acusados de traição, que vê sua vida mudar completamente e terá de ser muito forte para superar as adversidades e recuperar a honra da família.


A história começa com a primeira protagonista, Tom Construtor, um homem forte e excelente em sua profissão que, porém, não tem muita responsabilidade, ou mesmo sabedoria. Seu sonho é construir uma catedral desde a base até o fim. Ele não se contenta com sua vida simples e vê as catedrais de seu tempo como edifícios hediondos. Tom quer construir uma catedral bela e que possa tocar o céu. Ele, todavia, não está sozinho: sua mulher está grávida e eles tem mais dois filhos. Após uma discussão com o nobre William Hamleigh, um dos antagonistas da trama, Tom e sua família ficam desabrigados, sem emprego, sem nada. Na floresta, eles encontram  Jack e sua mãe, Ellen, ambos pessoas deveras misteriosas e intrigantes, pois, a despeito de sua vida rústica e errante, são cultos, sabem ler e escrever em inglês e francês, sendo por isso motivo de muita desconfiança para a família, afinal, na Idade Média, uma mulher letrada que não fosse religiosa ou nobre, era automaticamente considerada feiticeira.

Um pequeno adendo: o período histórico retratado em Os Pilares da Terra é chamado também de “Período Trílingue”, isso porque os pobres falam inglês, os nobres, francês, e os padres, o latim. Desse modo, Ellen e Jack surpreendem a todos por saberem francês. A leitura e a escrita também era rara até mesmo entre os nobres.

Após o encontro, Tom e sua família partem mais um vez e andam diversas milhas, entram em várias cidades, mas nada de emprego. Eles voltam a floresta e sua esposa acaba dando a luz lá, morrendo por causa do esforço e da desnutrição. Nosso protagonista, desesperado e infeliz toma uma decisão comum para a época: abandona a criança, uma vez que não teria condições de alimentá-la e ela morreria de qualquer maneira
Surpreendentemente, ele se reencontra com Ellen e Jack. A mulher lhe diz que seu bebê foi levado por um padre para o monastério próximo dali. Eles vão até lá, veem que a criança está mais segura entre os religiosos e Tom decide deixá-la mais uma vez. Ellen, sendo a mulher decidida e a frente de seu tempo que é, diz a Tom que quer ser sua mulher, eles se unem e partem mais uma vez para as estradas a fim de encontrar trabalho.
Essa família disfuncional e fora dos padrões da Idade Média anda muito! E quando estão quase desistindo de tudo, Tom finalmente consegue emprego no castelo do conde de Shiring. Lá, Jack conhece Aliena, a filha do conde, e apaixona-se por ela, mesmo sendo ele um garoto e ela, uma moça de dezessete anos.
Quando a família estava pensando em se estabelecer, vem mais um golpe duro do destino: o conde é acusado de traição, perde todos os seus bens, seu título e é enviado para as masmorras do rei. Sua cidade, Shiring, é massacrada, logo, Tom e sua família começam uma nova peregrinação.
Enquanto isso, lá no mosteiro onde o bebê de Tom será criado, conhecemos o Prior Phillip, um bom monge, ambicioso sem ser inescrupuloso. Ele quer servir a Deus da melhor maneira possível. Entretanto, algumas de suas escolhas afetarão, ao mesmo tempo, positiva e negativamente as vidas das demais personagens. Por causa de uma delas, ele torna-se inimigo de William Hamleigh e do Bispo Waleran, estes dois serão os maiores opositores da construção da catedral e farão de tudo para acabar com o Prior Phillip.
Ao mesmo tempo, vemos o desdobramento das decisões de Aliena também. A briga de Tom com William Hamleigh aconteceu porque o primeiro estava construindo uma casa que seria do segundo e de Aliena, mas a moça não quis casar-se com ele, humilhando a família do rapaz, que jurou vingança. Eles realmente conseguem vingar-se e o pai de William torna-se o novo Conde de Shiring. Infelizmente, isso não é o suficiente para o antagonista: ele violenta Aliena de todas as maneiras possíveis e a deixa ao rés do chão, a jovem, contrariando sua criação de lady, decide fazer algo para mudar sua situação e acaba prometendo ao pai moribundo que não descansará até fazer o irmão mais novo, Richard, também conhecido como "bonecão de Olinda", um conde e restaurar sua honra.
Ao longo dos anos essas personagens passam a interagir entre si e a se ajudar, pois, a catedral de Kingsbridge é importante para a prosperidade de todos, enquanto isso, os antagonistas tentam a todo custo impedir o êxito de sua construção. E diga-se de passagem, a crueldade delas não tem limites... 



Com toda a certeza a narrativa criada por Ken Follett é magistral. São mais de novecentas páginas, divididas em seis partes e cada uma delas tendo entre três a quatro capítulos, que passam sem que o leitor sinta, uma vez que a narração é deveras envolvente e nos faz querer saber como nossos protagonistas estão e se tudo dará certo no final. Não há muitos momento de calmaria. Quando pensamos que tudo está bem, vem a mão do destino e lança mais uma desgraça na vida dessas pessoas, como se fosse mesmo a mão de Deus, incitada pelo Diabo, tal como na história de Jó...

Ademais, é preciso dar um crédito especial as personagens femininas da trama: todas são empoderadas e lutam contra as adversidades de seu tempo e de sua condição com muita garra e sagacidade. O ponto alto da escrita de Ken Follett é o fato dessas mulheres serem plausíveis, você realmente acredita ser possível tudo o que elas fizeram, não é nada mirabolante, apenas força de vontade mesmo e um pouco de sorte.
Sem dúvidas, a escolha do autor de trazer, apesar do contexto medieval, personagens femininas pró-ativas e inspiradoras, torna Os Pilares da Terra mais interessante e arrebatador do início ao fim. Sem falar na relação entre Aliena e Jack que fará os adoradores de romances suspirar... Por esse motivo, é fácil concluir essa leitura, apesar de suas mais de novecentas páginas, pois, o leitor só consegue parar nos poucos momentos em que aparentemente tudo está bem, logo, esta leitura está mais do que indicada a todos que gostam de dramas históricos, romances cheios de reviravoltas e, claro, a tão conhecida luta entre o bem e o mal. Nessa disputa, quem vocês acham que vence?

.9 de janeiro de 2019

O que estou lendo....

... E o que pretendo ler ao longo do mês de janeiro... 




No final do ano passado organizei as possíveis leituras para 2019. De fato, eu sou uma pessoa bem idealista, porque escolhi cerca de sessenta e seis livros, divididos em apenas doze meses, o que não é lá uma conta muito justa... Apesar disso, decidi tentar. Se não der certo, o máximo que pode acontecer é deixar as leituras sobressalentes para o ano que vem, assim espero! 

O que estou lendo... 



Esse livro já faz parte da meta de 2019. Por ter mais de 1000 páginas, tinha estipulado ler pelo menos umas 50 todos os dias, mas, gente, esse livro é bom demais!! Não dá para parar de ler! Para poder continuar vivendo normalmente, estou parando após completar um capítulo. Contudo, a vontade de continuar é grande! Nunca imaginei que a escrita de Ken Follett fosse tão boa assim! =O 

Esse é uma remanescente do ano anterior... Na verdade, é uma trilogia em volume único e até agora li apenas o primeiro livro, porém já comecei o segundo. O problema é que Os Pilares da Terra ofuscou todo mundo! 


Esse ganhei de presente do Samuel em meu aniversário. Deveria tê-lo lido no ano passado também... Estou lendo agora e a história parece ser bem instigante e o livro é mesmo um deleite para os olhos! 

O que ainda pretendo ler...


Esse foi dica de minha amiga Harumi. Ela disse ter dado boas risadas com a leitura e como não tenho o costume de ler histórias engraçadas, resolvi dar uma chance a esta. 



Esse já é um clássico praticamente e quero lê-lo desde que descobri sobre o livro =) 



Não conhecia essa obra. Vi-a no canal TLT, interessei-me pela história e cá está como meta de leitura. 



Outra dica do TLT. Esse livro muito chamou minha atenção por tratar-se de uma distopia. 



Ouvi falar desse livro a infância toda! Minha mãe leu, depois leu para meus irmãos, quando chegou minha vez não tinha mais  o livro... Enfim, antes tarde do que nunca, não é mesmo? 

É isso, gente. Sei que minha lista é surreal, quem sabe eu consiga ler tudo, sinceramente, não estou preocupada. Pretendo seguir meu ritmo e embarcar em cada história com calma, curtindo o momento. Digam-me nos comentários se já leram esses livros e quais são suas metas de leitura para janeiro! =) 


.6 de janeiro de 2019

[EU ASSISTI] - The Walking Dead - terceira temporada


Essa terceira temporada de The Walking Dead foi longa, mas cheia de impasses. Logo no início o grupo encontra uma prisão e, devido a necessidade de sobrevivência iminente, eles veem uma oportunidade naquele local. Contudo, a cadeia foi tomada por zumbis, então a primeira tarefa de Rick é elaborar uma estratégia para dominar o lugar. Após muita luta, o grupo se estabelece numa ala da prisão. No entanto, os zumbis não eram os únicos “residentes”.
O plot dessa temporada pode ser divido em duas partes: a conquista da cadeia e o conflito contra o Governador.
Após combater zumbis e presidiários sobreviventes, o grupo de Rick será confrontado com o exército do Governador, um novo personagem que aparece como déspota em uma “cidade” próxima que tem resistido às investidas dos mortos-vivos. Essa cidade abriga cerca de cem pessoas, que vivem em aparente segurança, sem ter de se preocupar com o apocalipse lá fora. Mas isso vai mudar.
Nessa nova trama uma personagem chave é Andrea, que havia se perdido do grupo no final da segunda temporada. Ela sobreviveu ao ataque dos zumbis à fazenda de Hershel e teve ajuda de Michonne, a melhor personagem de todo The Walking Dead. As duas passam a conviver juntas, apoiando uma a outra por cerca de oito meses. Sendo assim, é revelado um novo detalhe sobre os mortos-vivos: se seus braços e mandíbulas forem extraídos, deixando-os sem meios de atacar, os zumbis perdem o interesse na carne humana.
As andanças de Andrea e Michonne levam-nas à cidade do Governador. A partir daí, Andrea se envolve cada vez mais com o déspota, sem nem imaginar as atrocidades que ele comete por baixo dos panos. Já Michonne, sentindo que há algo errado naquele lugar, decide abandonar Andrea, e acaba encontrando a prisão onde Rick está, tornando-se aliada dele. Enquanto isso, na cidade do Governador, Andrea começa a desconfiar que existem coisas mantidas em segredo e passa a investigar.
Os destaques dessa temporada são:
  • Michonne, uma mulher misteriosa e destemida;
  • Andrea, que vai ser a mediadora entre o grupo de Rick e do Governador;
  • Merle, o irmão de Daryl, também terá grande participação no enredo;
  • O Governador, que será o “vilão” da temporada.


Além disso, temos no começo da história uma situação complicada a respeito de Lory, a mulher de Rick. Como contei na resenha da temporada anterior, ela está grávida. Pois bem, o desfecho da gravidez se dá nos primeiros episódios e Lory dará à luz uma menina. Porém, a falta de recursos para a realização do parto torna as coisas bastante difíceis e o final é trágico, pode apostar.
No geral, a terceira temporada de The Walking Dead manteve o mesmo nível das anteriores em vários aspectos. A trama fica cada vez mais densa, com os conflitos chegando a extremos e revelando que os zumbis não são os únicos vilões da história.


por Samuel de Andrade

.3 de janeiro de 2019

A Filha da Neve - Jack London

Capa do livro A Filha da Neve

As paisagens árticas do Alasca impressionam por sua beleza e opulência, contudo não foi por causa do espetáculo natural que um grande número de pessoas decidiu arriscar a vida nesse ambiente inóspito durante a segunda metade do século XIX. A Corrida do Ouro foi o motivo; e até mesmo o autor Jack London, em sua juventude, tentou a sorte. Ele não encontrou ouro, ficou doente, mas a experiência trouxe a inspiração para seu primeiro romance: A Filha da Neve, publicado em 1902.
O ano é 1897. Frona Welse está voltando para sua casa no Alasca após concluir uma graduação universitária. Apesar de sua criação nada ortodoxa para a época, Frona mantém alguns estereótipos femininos e tem como único objetivo casar-se.

Paisagem natural do Alasca

Vance Corliss é um jovem engenheiro de minas, criado em um ambiente aristocrático e privilegiado no qual mulheres devem ser delicadas, passivas e restritas ao ambiente caseiro. Ele chega ao Alasca buscando por fortuna e depara-se com muitas intempéries, porém o que mais o surpreende é Frona Welse. O modo livre com o qual ela leva a vida, sua honestidade e força trazem uma grande dualidade ao rapaz: de um lado, a admiração, do outro, o assombro...
Mesmo assim, eles se tornam amigos. Os problemas realmente começam quando algo além da amizade surge e, por causa de suas diferenças, ambos não conseguem lidar com isso... Ao mesmo tempo, um jornalista e pretenso aventureiro, Gregory St. Vincent, entra na jogada para piorar tudo e abala ainda mais o coração da protagonista.

Paisagem natural do Alasca - Aurora Boreal

Ademais, entremeados a narrativa, vemos os cotidianos das pessoas que vivem no Alasca, sendo estes muito duros e hostis. Lá, de fato, a lei do mais forte é a que prevalece. Sempre.
A Filha da Neve seria um romance interessante por tratar de algo tão fora de nossa realidade como a vida no Alasca, não fosse o alto grau de racismo e xenofobia encontrado em cada uma das falas das personagens. O discurso destas e do próprio narrador assemelha-se aos discursos nazi-fascistas, por exemplo...
Desse modo é difícil indicar esta primeira obra de Jack London, também autor de O Chamado da Floresta e Caninos Brancos, entretanto ao longo de sua vida ele tornou-se um grande defensor dos direitos humanos e do socialismo, logo, não se pode julgar um autor por uma única obra, sendo assim, embora A Filha da Neve mostre-se uma leitura duvidosa e cheia de falas bizarras e controversas, talvez, Jack London tenha algo melhor para nos mostrar...

.30 de dezembro de 2018

[EU ASSISTI] - Gilmore Girls - segunda temporada


Sim, acabei de terminar a segunda temporada de Gilmore Girls e, sinceramente, gostei muito mais dessa do que da anterior, isso por causa do nível de complexidade entre as relações de Lorelai e Rory Gilmore
No final da temporada anterior, Rory e seu namorado Dean reataram e Lorelai aceitou o pedido de casamento do professor de Rory, senhor Medina. Nos primeiros episódios vemos a mais velha das Gilmore Girls feliz e animada com a ideia de casar, contudo, ao pensar no aspecto profundo da situação, entra em pânico. 


Rory e Dean, apesar de juntos novamente, enfrentam muitos problemas. Os dois são bem diferentes e isso não tinha ficado tão explícito como agora: Rory está super ocupada com a escola, estuda bastante e isso limita seu tempo ao lado do namorado, além disso, o sobrinho de Luke, o bad boy Jess Mariano, chega a Stars Hollow e promete abalar ainda mais o relacionamento da jovem Gilmore. 

Calma, calma! Esse foi o dia da festa de debutante da Rory.
Gostei bastante dessa temporada de Gilmore Girls por explorar bastante os enredos secundários. Vemos mais da história da cidade, dos amigos de Lorelai, dos dilemas de sua família. Há momentos em que esses últimos são muito irritantes e insuportáveis. Os pais de Lorelai tem um ego bem frágil, se ofendem com qualquer atitude da filha, algo deveras desgastante. Lorelai até tenta agir normalmente, mas quando o assunto é Emily e Richard Gilmore, sempre tem uma surpresa... 
Rory também se mostra uma menina irritante. O modo como ela trata o namorado beira a canalhice. Reconsidero porque ela é só uma adolescente e Dean é seu primeiro namorado, porém é triste ver o relacionamento deles minguando e a confusão e tristeza estampadas no rosto do rapaz... 
Só tem uma coisa que realmente me incomoda muito em Gilmore Girls: a fala rápida e quase ininterrupta de Lorelai e Rory Gilmore! Elas falam rápido demais e isso é confuso e acaba ficando chato com as repetições. Tirando isso continuo adorando essa série. 
Também gosto do contexto genuíno do final dos anos 90, início dos 2000, o relacionamento entre mãe e filha, os de amizade... A forma como elas lidam com as frustrações da vida é tudo muito divertido, leve e deixa mesmo um fofinho no coração! Mal posso esperar para assistir a próxima temporada! =D 

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