.15 de julho de 2018

[DICA] - Três canais sobre animação que adoro

Hoje vou indicar mais três canais do Youtube dos quais gosto bastante. Dessa vez, contudo, os canais falam sobre animação, algo que adoro tanto quanto livros.

O primeiro canal sobre animação que vi e gostei de verdade foi o Imaginago. Lá você pode encontrar vários vídeos sobre teorias dentro dos universos dos filmes da Disney e Pixar, além de conhecer a fundo as histórias das personagens desses filmes. Além disso, ele lançou um livro sobre animações! 






Algum tempo depois, conheci, super por acaso mesmo, o canal Dear Maidy. Esse canal tem a mesma temática que a do Imaginago, contudo a Maidy, ou melhor, a Yara, é muito mais kawaii e também faz vídeos sobre Funkos Pop, outra coisa que me interessa.




Nosso terceiro canal já é um pouco diferente, pois se os outros dois falam essencialmente sobre animações da Disney e Pixar, o canal da Mikannn fala mais sobre animações japonesas e muitas outras coisas. Se você gosta de games, Studio Ghibli e Game of Thrones, esse canal é ótimo para você! 






Deixo aqui como menção honrosa a indicação de dois vídeos específicos sobre as histórias de criação das empresas Disney e Pixar no canal Projeto Corneta. Esse canal, como o da Mikannn, não é voltado apenas em animações, mas esses dois vídeos são muito bons e a história de Walt Disney é incrível e inspiradora! 



Então é isso, gente, a dica de hoje foi curtinha. Espero que vocês visitem esses canais e gostem do que encontrarem neles. 



.12 de julho de 2018

A Filha Perdida - Elena Ferrante: um livro sobre mães e filhas

Capa do livro A Filha Perdida de Elena Ferrante


Há alguns anos atrás vi nos canais Livrada! e TLT algumas vídeo-resenhas sobre os livros da autora Elena Ferrante. Fiquei curiosa com tantos elogios e resolvi que um dia leria pelo menos um de seus romances. Esse ano, felizmente, isso foi possível e acho que comecei bem com A Filha Perdida.


      Lançado em 2006. Escrito sob o pseudônimo Elena Ferrante, A Filha Perdida narra a história da italiana Leda, uma acadêmica de 48 anos. Divorciada há anos e sozinha após a ida das filhas ao Canadá (onde vão morar com o pai) ela decide tirar umas férias na praia para aproveitar a solidão e a sensação de "dever cumprido". Porém, ela não imaginava que essa viagem a faria relembrar-se de muitos acontecimentos difíceis de sua vida, culminando em uma atitude completamente irracional... 
A Filha Perdida começa com Leda, nossa protagonista e narradora, sofrendo um acidente de carro. O acidente não causou danos, mas a mulher estava com uma ferimento interno grave sem causa aparente... Após essa cena, a narradora começa a relembrar seu passado sua relação conflituosa com a mãe, sua ânsia por fugir de Nápoles para morar em uma metrópole. O casamento, as filhas, a falta de amor, o excesso de cobrança, as traições, o egoísmo, o desamparo e finalmente, a ruptura...
Ao mesmo tempo, acompanhamos sua viagem à praia e seu convívio com algumas pessoas por lá, em especial, uma família napolitana. Leda fica obcecada por dois membros dessa família: uma jovem mãe e sua filhinha. A foma como elas interagem entre si é um gatilho para Leda lembrar-se de seu passado como mãe de duas meninas e as comparações chegam e não são muito agradáveis.
O inesperado, contudo, acontece. A querida boneca da menininha é roubada e isso faz com que relacionamento entre mãe e filha mude drasticamente, ou, talvez, mostre-se como realmente é... A visão dessa realidade faz com que Leda fique ainda mais nostálgica e nos conte ainda mais segredos.
Como dito no início dessa resenha, foi a primeira vez que li um romance de Elena Ferrante e posso dizer que começar por A Filha Perdida foi uma excelente escolha! A escrita da autora lembrou-me muito Lygia Fagundes Telles em vários por momentos. A forma como Leda narra sua trajetória e todos os problemas com a maternidade lembram também a personagem Eva de Precisamos Falar Sobre o Kevin. O modo como ambas apresentam a gravidez como uma obrigação estafante e ingrata, sem grandes traços de afeição é bem semelhante. O papel de mãe sempre vem carregado de culpa e sobrecarga, as expectativas estão todas nelas e os maridos pouco ou nada ajudam....
A narrativa traz uma crítica bem contundente ao papel da mulher e à maternidade compulsória, pelo menos, eu inferi assim, e percebi também um certo incentivo ao estudo para que as mulheres tenham mais escolhas além de casar e ter filhos.
A Filha Perdida tem também uma metáfora muito interessante entre título e as relações das personagens. Há muito mais do que apenas uma filha perdida aqui... Algo realmente instigante pela genialidade de Elena Ferrante, mas um pouco triste de o leitor acompanhar.
Adorei essa leitura. Apesar das poucas páginas, a autora consegue abordar assuntos complexos de forma profunda sem ser maçante ou prolixa em demasia. Com certeza, A Filha Perdida foi a melhor escolha para conhecer a escrita de Elena Ferrante e espero poder ler outras obras em breve. 


.9 de julho de 2018

Meus 5 filmes favoritos do Studio Ghibli


Olá, pessoal! Há alguns anos atrás, conclui um projeto pessoal: a Maratona Studio Ghibli, na qual assisti quase todos os filmes desse estúdio, porém não tinha feito, até hoje, o post de conclusão do projeto, mostrando para vocês quais são os meus 5 filmes favoritos do Studio Ghibli e o porquê de cada um deles, então, antes tarde do que nunca, né. Vamos lá!

Em 5 º lugar, o filme mais recente do Studio Ghibli, As Memórias de Marnie conta a história de Anna, uma menina que sofre de asma e, talvez, depressão. A menina não conhece muito a respeito da história de sua família e não se sente confortável com isso. Por causa de sua doença, é mandada para o interior e lá conhece Marnie e desenvolve laços de amizade muito fortes e surpreendentes. Esse filme é muito lindo, delicado e tem uma história incrível.


Em 4 º lugar, deixo O Conto da Princesa Kaguya, filme que narra a história de uma menina nascida em um bambu, sim, em um bambu, para trazer prosperidade e felicidade a um velho casal que não tinha filhos e os queria muito. Contudo, o pai torna-se extremamente ambicioso e quer transformar sua filha em uma "princesa de verdade" não se importando com a felicidade da menina... Essa história é, como todas do Studio Ghibli, muito bonita e reflexiva apesar de muito triste, além de ter um traço muito bonito, diferente e conceitual. 

Agora o negócio começa a ficar difícil...

Em 3 º lugar, apenas porque não sei se teria coragem de assistir de novo... Deixo o muito, muito triste O Túmulo dos Vagalumes. Essa produção foi uma das primeiras do Studio Ghibli, e traz a história de dois irmãos, Seita e Seitsuko lutando pela sobrevivência em um Japão destruído pela 2ª Guerra Mundial. Esse filme é triste por vários motivos, contudo, o maior é a crueldade dos adultos com essas crianças, sério, é de cortar o coração... 


Em 2 º lugar, o filme mais fofinho de todos os tempos: Meu Vizinho Totoro. Toda vez que me lembro desse filme ou vejo o Totoro, mascote do Studio Ghibli, fico com um fofinho no coração e uma nostalgia gostosa porque esse é um filme muito delicado e feliz. Tem uma mensagem, claro que sim, mas é alegre e fofo, te deixa feliz ao término, algo que me traz ótimas lembranças. 



Finalmente, em 1 º lugar, sem dúvida nenhuma, A Viagem de Chihiro é o meu filme favorito do Studio Ghibli. Isso porque ele foi o primeiro que assisti e o fiz na infância. Lembro-me de ter ficado acordada até tarde esperando para ver no programa Mostra Internacional de Cinema da Tv Cultura. A história de Chihiro me deixou extasiada em tudo: as cores, o traço, a trilha sonora, o enredo, absolutamente tudo! E toda vez que ouço a música tema do filme tenho vontade de assisti-lo de novo e nunca me canso. 


É claro que gosto de vários outros filmes, mas esses cinco são os favoritos, os inesquecíveis. Então é isso, gente. Se vocês também são fãs do Studio Ghibli, deixem nos comentários quais são os seus filmes favoritos.




.6 de julho de 2018

Harry Potter e A Câmara Secreta: inimigos do herdeiro, cuidado!


Acabo de concluir a leitura de Harry Potter e A Câmara Secreta e estou com aquela sensação de fofinho no coração, sabe? Muito delicinha. *___* 
Como disse no post anterior, há mais de dez anos li os primeiros livros de Harry Potter e já não lembrava do estilo de J.K. Rowling. Por isso foi uma grata surpresa deparar-me com tantas falas engraçadas ao mescladas ao suspense ao longo da leitura. 

Esse livro começa nos mostrando Harry Potter na casa dos tios sendo maltratado como sempre. Contudo, o menino recebe a visita de um elfo doméstico chamado Dobby que tenta impedi-lo de voltar a Hogwarts. Ele alega haver um grande perigo iminente lá e quer proteger nosso protagonista. Por causa do elfo, Harry é castigado pelos tios e, gente, é muito absurdo isso! O menino é tratado como prisioneiro! Trancado no quarto, quase sem comida ou água, não me lembrava dos Dursleys serem tão desumanos! 
Felizmente, com a ajuda dos irmãos Weasley, Harry foge dos tios e passa o final das férias na casa dos amigos se divertindo bastante. Chegada a data de voltar a Hogwarts, no entanto, Harry e Rony não conseguem passar pela Plataforma 9 ³/4 e precisam usar um outro meio de transporte nada convencional e até perigoso... 

Na escola, após quase serem expulsos por causa da forma como chegam, mais uma vez os amigos Harry Rony e Hermione se deparam com um grande mistério: os alunos filhos de trouxas estão sendo atacados pelo "herdeiro da Sonserina"; e por Harry saber  a língua das cobras, característica dos herdeiros de Sonserina, se torna um dos principais suspeitos...

Aqui, começamos a ver a complexidade do que se tornaria uma das séries mais famosas e lidas no mundo inteiro. A forma como a autora nos apresenta as motivações das personagens é muito bem feita e tem várias referências a acontecimentos reais, o que é muito legal. 
Mais uma vez, J.K. Rowling me mostrou porque sempre a achei genial! A história em si já é muito interessante e acompanhar o cotidiano de Harry em Hogwarts e todas as falas engraçadas das personagens é muito bom!  Sem sombra de dúvidas, os filmes não fazem jus ao estilo de J.K. Rowling
Pois bem, leitura do segundo livro da série concluída e já quero começar a próxima... Harry Potter é mesmo muito bom, minha gente! E ai? Já Leram Harry Potter e A Câmara Secreta? Contem-me tudo!



.3 de julho de 2018

Respondendo a Tag: #BookihHPBooktag


Os potterheads de plantão sabem que Julho é o mês de aniversário de Harry Potter, nascido em 31 de Julho de 1980. Por causa dessa data e por estar relendo a série escrita pela genial J.K. Rowling, decidi começar o mês respondendo essa tag.
Sim, o nome é complicado, mas essa é uma tag legal sobre Harry Potter que pode ser respondida por alguém que, como eu, é fã e está relendo os livros e relembrando informações da série outrora perdidas. Encontrei essa tag no blog Porre de Leitura e Livros e não sei quem a criou. Se você souber, deixe nos comentários, por favor. Sem mais delongas, vamos às respostas: 


Casa de Hogwarts: 


Minha casa em Hogwarts, segundo o site Pottermore, é Corvinal. Adoro essa casa e me identifico bastante com ela, mas também gosto muito da Grifinória.

Meu patrono: 



Meu patrono é um Arminho. Nunca tinha ouvido falar desse bicho até fazer o teste no site Pottermore. O arminho é um animal comum no hemisfério norte e é parente das doninhas, além disso ele é muito fofinho e é um ótimo caçador. 

Beco Diagonal ou Hogsmeade? 


A cidade de Hogsmeade tem uma história incrível, mas prefiro o Beco Diagonal, porque lá há mais variedade. 

Loja Favorita: 


Apesar de ser uma leitora compulsiva, não posso dizer que a Floreios e Borrões é minha única loja favorita. Eu adoro a Olivaras e As Geminialidades Weasley também. 

Livro favorito da série:


Poxa... Vou roubar de novo... Meus livros favoritos são Prisioneiro de Azkaban e O Cálice de Fogo! 

Aula Favorita:


Poções! Minha aula favorita com certeza seria Poções. Acho super legal e interessante. 

Coruja, gato ou rato? 


Mesmo sendo alérgica, minha escolha seria um gato porque tenho medo de corujas porque comem ratos e não gosto de ratos, mas tenho pena deles por serem alvo das corujas '-'

Personagem com quem você mais se identifica: 


Minha casa é a Corvinal, conhecida pelos bruxos inteligentes e excêntricos. Acho que isso explica o fato de eu me identificar com a Luna Lovegood

Personagem que você reviveria: 


Outra pergunta difícil, mas acho que reviveria Sirius Black, porque, poxa, o coitado foi preso injustamente em Azkaban quando tinha mais ou menos uns 21 anos, fica preso por doze ou treze anos e poucos anos depois acaba morrendo. Ele poderia ter aproveitado mais a vida. 

Qual seria o cheiro da Amortentia para você? 


Amortentia é o nome da poção do amor em Harry Potter. No meu caso, seu aroma poderia ser de um chocolate bem gostoso. 

Unicórnio ou Testrálio? 


Unicórnio, unicórnio, team unicórnio!! 

Feitiço Favorito: 


Nunca tinha pensado nisso. Acho que o feitiço que mais me encanta é o usado para aumentar o tamanho das coisas, como vemos em Harry Potter e O Cálice de Fogo e em As relíquias da Morte. 


Então é isso, gente. Essa tag é bem simples, porém gostei de respondê-la. Você é fã de Harry Potter? Escreva nos comentários quais seriam as suas respostas =) 



.30 de junho de 2018

Harry Potter e A Pedra Filosofal


     Harry Potter fez parte de minha infância e adolescência. Trouxe-me um universo mágico e incrível, além de abrir as portas para que eu começasse a ler romances e não mais aqueles textos adaptados da infância... 
Na época de minhas primeiras leituras dos livros de J.K. Rowling, eu não tinha blog ainda, na verdade, não tinha nem computador! E não tinha também o costume de escrever sobre o que lia por isso não há resenhas sobre a série Harry Potter aqui. 
Doze anos passaram e, finalmente, pude reler A Pedra Filosofal e vou escrever minha opinião após essa segunda leitura. Antes,  preciso dizer que isso só foi possível porque o Samuel me deu o box lindo, lindo todo ilustrado, meu sonho! Muito obrigada!!


Continuando... Nossa história começa na Rua dos Alfeneiros, 04. Após a morte trágica de seus pais pelas mãos do bruxo das trevas Voldemort, Harry Potter, um bebê, precisa ficar na casa dos tios totalmente avessos à magia e a ele também em consequência disso. Durante onze longos anos de sua infância, Harry sofreu muitos maus-tratos desses parentes, até que, algumas semanas antes de completar onze anos recebe a nossa tão sonhada (para ele desconhecida) carta de Hogwarts e tudo muda em sua vida.


Ao ter conhecimento do mundo bruxo, Harry descobre também ser famoso por ter sobrevivido ao ataque de lorde Voldemort. Mas, o mais importante foi ter a oportunidade de viver uma vida de verdade, fazer amigos e sentir-se incluso e bom em alguma coisa.


Na escola, ele conhece Rony Weasley e Hermione Granger, que serão seus melhores amigos e companheiros de aventuras, além de outras pessoas de sua casa, porque Hogwarts é um colégio interno dividido em quatro casas, cada uma com características e valores diferentes; Torna-se jogador do time de quadribol, o mais famoso esporte dos bruxos e depara-se também com alguns obstáculos como Draco Malfoy e o professor Snape. Não podemos esquecer da amizade entre Harry e Hagrid, afinal, este último foi a pessoa que levou o menino até os tios e o levou até Hogwarts também.


Adorei a experiência de reler A Pedra Filosofal. Muitos detalhes eu já não me lembrava mais, contudo, percebi também alguns "furos" no enredo que quando criança não percebi e não são problemáticos, apenas marcam um primeiro livro essencialmente infanto-juvenil.
Outro detalhe que não me lembrava mais é o quanto Alvo Dumbledore é engraçado! Sério. O diretor de Hogwarts é simplesmente a personagem mais divertida desse livro e são dele as frases mais espirituosas e irreverentes. Melhor surpresa eveeeer. 
Não vejo a hora de começar a releitura do próximo volume porque Harry Potter é muito bom e J.K. Rowling escreve demais. =)

.27 de junho de 2018

Battle Royale: uma luta até a morte entre adolescentes.

Capa do livro Battle Royale. Editora Globo Livros.

Battle Royale de Koushun Takami foi, com certeza, o livro mais sangrento que li até hoje. E o mais perturbador também, porque ler sobre adolescentes lutando até a morte é bem horrível... 
Antes de tudo, uma pequena explicação: Battle Royale foi um termo criado por Koushun Takami, derivado de battle royal, um estilo de luta existente desde a Roma Antiga, no qual um grupo de pessoas deve lutar até que fique apenas um em pé ou vivo.
Nesse livro, categorizado como thriller e distopia, somos apresentados ao governo autocrático da República da Grande Ásia Oriental, outrora o Japão. Sabemos disso através de um narrador em 3 ª pessoa acompanhando um grupo de jovens a caminho de uma excursão escolar.


Contudo, eles não vão, de fato, a uma excursão. Seu ônibus é interceptado e os 42 adolescentes de uma classe de 9 º ano são selecionados para participar de um "projeto" governamental para "melhorar a defesa do país".
O problema é que esse "projeto" consiste em deixar esses jovens, que são amigos e se conhecem há muito tempo, em um local isolado para lutarem até a morte até que apenas um deles sobreviva. As regras do jogo não permitem concessões e se não houver mortes a cada 24h, todos são executados pelo governo. Essa é a Battle Royale...
Ao longo de cada capítulo, conhecemos as personagens envolvidas nesse massacre e presenciamos suas mortes, todas muito sangrentas e algumas com requintes de crueldade, graças a um possível psicopata e uma moça sociopata, integrantes dessa classe, ou seja, nem todos são amigos... Logo, veremos muitas lutas, pessoas enlouquecendo e muita desconfiança, afinal, eles não podem confiar em ninguém.


Nesse momento, você deve estar se perguntando: - Mas, Andréa, esse enredo parece muito com o de Jogos Vorazes! E eu respondo: Sim, é mesmo. Suzanne Collins se inspirou em Battle Royale para criar sua história. E não, na minha humilde opinião, não acho acho que ela fez um plágio. As premissas são semelhantes, porém com muitas diferenças. 
Uma delas é a falta de profundidade das personagens do livro de Koushun Takami. Todas, até as protagonistas são muito clichês e têm motivações clichês. Sem falar que existem vários "faz tudo" entre os jogadores, o que é bem estranho. Digo isso, porque em um país autocrático, o acesso a educação e internet são bem restritos, logo, ver meninos de 15 anos com alto conhecimento em informática, técnicas de hacking e até medicina, é um pouco fora do real.


Outro ponto negativo é a falta de empoderamento feminino em Battle Royale. As alunas, em sua maioria, não fazem nada além de fugir, se esconder e ter medo. As poucas que lutam por sua sobrevivência têm algum "defeito" para os padrões dessa sociedade. Não quero dizer que as moças deveriam matar sanguinariamente, mas, pelo menos, poderiam tentar burlar o sistema, como os rapazes fazem. A impressão é de que mulheres não são capazes de raciocinar e se defender sozinhas.
Além disso, as armas, ou melhor, as munições, são outro ponto escuso no enredo: elas não acabam! Todos que receberam uma arma no jogo parecem ter recebido um estoque ilimitado de munição. Isso não faz sentido, pois como poderiam se mover furtivamente com a mochila pesada? 
É por esses motivos  e pela matança per se que não gostei de Battle Royale. Achei a leitura muito pesada. O desenvolvimento das personagens e de suas ações são muito incoerentes ou previsíveis, deixando muito a desejar. Então, não indico esse livro a pessoas sensíveis a sangue, crueldade e falta de coerência textual. Podem ser grandes gatilhos...


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